COMUNIDADE DO BLOG TEMÁTICO NO ORKUT
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Mesmo tema, visões diferentes! Diferentes cabeças, mas sempre a mesma beleza. Deixem suas impressões e enriqueçam o blog!
Sábado, Maio 24, 2008
Uma noite muito bonita aconteceu quando estávamos fazendo aniversário de casamento. Um barzinho que fica no 24º andar de um edifício na rua Tamoios no centro de Belo Horizonte tem o clima ideal. Ambiente escuro e música romântica dão o tom pra que os casais comecem a falar baixinho no ouvido "coisas que eu nem sei contar", como diria Kleiton e Kledir. Uma pista de dança pra dançar coladinho e fazer abalar o coração da gata que estiver ao seu lado. Fazer a perna tremer, o coração disparar e unir ainda mais sentimentos latentes de suas pessoas que se gostam. Quando vi esse tema logo lembrei desse dia e fiquei pensando porque até hoje a gente não repetiu esse programa. Quando a gente casa perde o ramantismo diante da quantidade de extras que a vida em comum nos traz. Nós não somos um casal de ficar em casa parado assistindo a tv, somos de estar sempre saindo, sempre em movimento, mas são sempre programas em grupo com amigos e família, nada que seja um programa exclusivo do casal e que faça acender um sentimento que a gente sabe que existe.
escrito por Serjão
, em
10:31 AM
Quinta-feira, Maio 22, 2008
Se arrumou pensando nele.
A começar pela trilha sonora: Marvin Gaye – Lets get on, que já era pra entrar no clima.
Vestido, decote, salto alto, brinco grande, colar, anel, batom vermelho, olhos bem desenhados.
O perfume que ele gostou no outro dia.
Ele ia buscá-la, ela declinou gentilmente a oferta.
Queria fazer uma surpresa, uma entrada triunfal no restaurante.
E sabia que ele seria pontual. Sempre era.
Na hora marcada o táxi chegou. Com pontuais e esperados 10 minutos de atraso ela chegou ao restaurante.
Deslumbrante. Ela sabia pela cara do maitre que a encaminhou até a mesa.
Pelo olhar, pela taça que Ele quase derrubou ao vê-la chegar.
O beijo não foi como ele gostaria de ter dado, ela sabia.
Sentiu o desejo de quero mais dele. Mas esse era o planejado.
Foi difícil escolher algo no cardápio.
Não porque o restaurante fosse ruim ou eles indecisos.
Apenas porque o que queriam mesmo era um ao outro, agora.
Mas o combinado era o jantar.
Que veio, não que alguém tenha notado o gosto de algo..
Couvert, entrada, carne e até sobremesa desperdiçada.
Toda a atenção um no outro. Olhos se procurando e devorando.
Mãos se buscando e um ao outro sob a mesa.
Mas muito sutilmente de modo a não serem expulsos.
A conta foi paga o mais rápido que a etiqueta permitiu.
No carro se jogaram um nos braços do outro.
Se buscando sofregamente.
Aquela noite estava só começando.
E era somente a primeira de várias.
Renata
escrito por Equipe Blog Temático
, em
11:03 PM
Terça-feira, Maio 20, 2008
Aquela noite prometia ser a melhor, a mais feliz e mais memorável.
Era primavera, a estação onde os seres vivos ficam mais férteis, mais excitados.
Ela havia se preparado com todo cuidado.
Pouco tempo antes nem ela própria acreditaria que fosse possível.
Mas a hora chegou e ela estava feliz e ansiava por aquele momento.
A mãe dela achava que ainda não era hora, que ela poderia e deveria esperar mais um pouco.
Mas ela estava naquele furor, naquela ânsia, verdadeira adrenalina.
Acreditava que estava preparada e aquele era o momento ideal.
Comunicou aos mais chegados sua decisão.
Alguns apoiaram, outros, como sua mãe, achavam que ela deveria esperar mais um pouco.
Foi naquela noite primaveril, onde a lua brilhava, iluminado sua decisão, que ela foi.
Ela pegou a estrada, pela primeira vez depois de buscar sua habilitação, ela dirigiu à noite, pegando estrada e cumprindo sua promessa.
Chegara a hora de dirigir na estrada durante a noite, sozinha, como sempre quis.
Tati Tatuada.
escrito por Equipe Blog Temático
, em
8:23 PM
Segunda-feira, Maio 19, 2008
Eu tinha 14 anos e passava férias na casa do meu padrinho, na cidade vizinha, distante 30Km da minha. Meu primo, que sempre considerei como meu irmão mais velho, era quem me guiava nas farras. Foi ele quem me deixou bêbado a primeira vez; foi ele que me emprestou sua prima pra eu dar meu primeiro beijo de língua; foi ele que me ensinou a andar de moto e, posteriormente, a dirigir. Enfim, pra mim, ele era o cara. Tínhamos planos para aquela noite, os quais foram interrompidos por uma proposta arriscada.
Um outro primo nosso, famoso por se envolver em acidentes de carro e moto, nos convidou para uma festa na minha cidade. Chamava-se Noite do Beijo. Como tinha muita gente pra ir, pegamos a D-10 do meu padrinho e seguimos. Curtimos pacaralho a festa na boate.
Na volta, éramos 7 pessoas na carroceria (sem capota) e mais 4 pessoas dentro do carro. Precisamente às 4h da matina, chovia fraco, mesmo sem estar correndo, esse meu primo arrebentador de carro perdeu o controle do veículo e rodou na pista. No começo, nos divertimos, pois achávamos que ele controlaria o carro. Mas a volta foi completa. Eu via passar um paredão de pedra e depois não via passar nada: era o despenhadeiro que terminava no rio. Nisso, o carro bateu de lado num poste e nós 7 que estávamos na carroceria fomos arremessados sobre uma íngrime descida de cascalhos em meio a dois bambuzais, onde caímos rolando. Ao parar, levantei a cabeça e só ouvi a barulheira do carro capotando na nossa direção. Abaixei-me ao lado de uma enorme pedra e o carro passou por cima sem me tocar. Só não caiu no rio porque foi parado por uma outra pedra enorme.
Tudo escuro, radiador e pneus explodiram e fizeram barulho como se o carro fosse explodir. Gritei para corrermos. Havia um carinha do meu lado que não reagia. Peguei-o pela camisa gritando para ele se levantar, quando percebi que dentro do seu peito só havia farelos de ossos. Ele fora esmagado pelo carro... estava a menos de um metro de mim. E o pior... como estava escuro demais, ninguém sabia quem era. Todos gritavam os nomes dos demais para identificar quem estava faltando. Era o carinha que pegou carona na saída da festa.
Resultado: um morto, todos quebraram algum osso, outros tinham pau enfiado na perna ou braço, todos estavam bastante cortados... enquanto eu não sofri nenhum arranhão sequer, nem mesmo com todo aquele cascalho. Logo, chegou ajuda. Todos foram levados aos hospitais. Eu, como estava são e salvo, fiquei sozinho até as 7h, quando uma viatura policial me levou para o posto policial, onde esperei alguém ir me buscar: um tio.
Claro que aquela noite nunca saiu da minha cabeça... nenhum detalhe foi perdido... foi a noite do beijo... beijo no asfalto.
by Proibido
escrito por Equipe Blog Temático
, em
2:14 PM
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