COMUNIDADE DO BLOG TEMÁTICO NO ORKUT
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Pessoas inteligentes e corretas. É o que se encontra aqui. Cada um com sua visão para o tema proposto da semana. Diferentes cabeças, mas sempre a mesma beleza. Deixem suas impressões e enriqueçam o blog!
Sábado, Julho 22, 2006
Este tema me lembra coisas boas e ruins. Escrever sobre reencontros é ao mesmo tempo doloroso e prazeroso. Um dos reencontros que tenho muitas vezes só pode acontecer e só acontece mesmo em sonho. É com minha irmã querida que morreu a dois anos e meio. Ela aparece como se não tivesse partido e no sonho eu acredito nisso de tal forma que tenho uma decepção muito grande quando acordo. Mas sonhar com ela é algo que me traz grande alegria. É a única maneira de se estar com uma pessoa que não está mais entre a gente, que não podemos abraçar, tocar, conversar, conviver, mas ela continua dentro da gente de uma maneira muito especial.
Nessa semana quando vi o tema pensei na incrível coincidência. Reencontros...
A família da minha esposa é dividida. Tudo porque os irmãos não conseguem conviver de uma maneira harmoniosa. Tudo é contrário do que ocorre na minha família, onde todos convivem muito bem. E convém dizer que eu não estou acostumado com esse tipo de situação: pessoas explosivas, que dizem o que sentem sem medir as conseqüências e sem medir o que pode ferir o outro. Como minha sogra está doente e internada no hospital, este é um momento de rever a ala da família com a qual estamos rompidos ou que está rompida conosco ou sei lá o quê. Já são três anos sem convivência, apenas farpas que uns e outros trocam de longe mesmo.
Sempre há um desgaste emocional e eu sou uma pessoa que tenta evitar ao máximo esse tipo de aborrecimento, não sei se isso é bom ou ruim, mas faz parte da minha personalidade.
escrito por S. Leite
, em
7:50 PM
Sexta-feira, Julho 21, 2006
Se eu fosse pensar quantas vezes já me senti perdido e sem rumo, perderia as contas... acho que não tenho dedos suficientes para unir todos os casos num corpo só. Não é de hoje que o mundo vem me puxando o tapete e falando: ¿Levanta!¿.
Mas também não é a primeira vez que eu me desdobro pra conseguir levantar de novo. Há pouco tempo eu estava muito bem, tinha metas, uma direção, pés no chão, enfim... Mas veio uma porrada que me fez beijar a lona... e, como mohammad ali bem sabe, fiquei um tempo vendo estrelinhas durante um bom tempo. Fiquei assim, no ar... Completamente no escuro...
Mas o mais engraçado de toda essa escuridão é que você pode andar para qualquer lugar, sem compromisso.
E mais do que nunca eu ando sem compromisso. Estou flertando com horizontes que não conhecia. Mas nessas horas que eu penso: ¿Mas de onde surgiu isso?¿. Afinal, eu estou produzindo essa idéia nova. Então percebo que a gente nunca vai se conhecer completamente. Então, nesse aspecto, estou me conhecendo.
Agora, existem outras porradas que nos deixam em crise vertiginosa de identidade. Você esquece do que é feito e simplesmente faz um monte de merda!
Quando me separei da mulher que realmente amei foi assim: Uma merda.
Afoguei-me em sentimentos desesperados e me perdi... COMPLETAMENTE.
Demorou muito tempo para voltar a me conhecer... ou seja, me reconhecer.
Seguindo essa linha, eu penso que o Reconhecimento interior, é uma força e uma fraqueza. Força pois é preciso lutar muito para chegar lá... mas é uma fraqueza por ser necessário se perder de si mesmo para poder se reconhecer...
Mas talvez a vida seja isso mesmo...
Um balanço eterno.
escrito por Equipe Blog Temático
, em
1:45 PM
Quinta-feira, Julho 20, 2006
Meus amigos são meu bem mais precioso, juntamente
com minha família.
A maioria deles, por motivos diversos, hoje em dia
mora bem longe de mim. Alguns ha mais de 1.000 km.
E tem horas que nem o telefone resolve. É preciso o
abraço, a proximidade, o olhar, a cumplicidade
instantânea.
Por isso meus reencontros com eles são ansiosamente
esperados. Alguns são garantidos pelo menos uma
vez no ano, são aqueles que adoram vir de férias pra
São Paulo. Outros eu consigo ver nas minhas férias.
Alguns eu não vejo há muito tempo.
E por esses a saudade bateu mais forte esse ano.
Quando alguém que nem era tão meu amigo morreu,
mas que eu não via há anos. Em especial porque não
fiz muito esforço para o reencontro da turma da
faculdade que teve esse ano.
Aí que se percebe como a vida é frágil, como
somos nada, e como temos que valorizar o hoje,
o agora, e todos os nossos amigos, sempre.
Fica aqui o meu amor aos meus amigos, reais,
virtuais, no céu e na terra.
Renata
escrito por Equipe Blog Temático
, em
9:24 PM
Quarta-feira, Julho 19, 2006
Quando era pequeno, lembro-me de passar o dia entre a escola e a casa de minha avó, porque meus pais trabalhavam (e muito) o dia inteiro para dar uma vida tranqüila para todos nós. Lembro-me de esperar ansioso pela chegada deles, sempre depois das 8 da noite, para poder enchê-los de beijos e abraços e podermos ir para casa. Mesmo passando boa parte da semana separados, eu era o filho deles e todo aquele pacote de carinho necessário vinha junto.
Quando cheguei à aborrecência, essa situação já me incomodava. Mas como sempre entendi e respeitei a ausência deles, não fui rebelde. Acho que eu fiz exatamente o contrário: me isolei, me afastei emocionalmente.
Isso se reflete até hoje, eu preciso de um tempo sozinho, só com meus pensamentos. Por isso digo que sou meio autista. Mas voltando à história, meu isolamento se refletiu em horas no meu quarto, falta de conversa, falta de demonstrações de carinho. Eu já não os abraçava, muito menos beijava.
Também faltou tato por parte deles. Ao invés de tentarem entender, eles começaram a nutrir uma mágoa por mim, pelo que eles achavam que era falta de sentimentos.
Mas a vida seguiu, de uma forma que uma família deve seguir. Eles sempre me apoiaram em tudo, não posso me queixar em relação a isso. Mas aquele muro não deixou de existir entre nós.
Até que esse ano meu iminente casamento mudou tudo. Eu resolvi tentar quebrar essa muralha conversando com eles, contando tudo que estava prestes a acontecer, tudo que eu estou planejando, organizando, e pedindo a opinião deles. Isso fez com que meu pai me perguntasse mais sobre qualquer coisa, pedindo também minha opinião e ajuda. E minha mãe tem um brilho no olhar sempre que me vê falando sobre o casório, e também fica doida para dar opiniões, idéias.
É por isso que digo que reencontrei meus pais. E eles reencontraram seu filho.
Sei que daqui pra frente vai ser bem melhor.
E um dia espero tomar uma cerveja batendo um papo com meu pai. Essa naturalidade ainda não consegui ter. Mas já está anotado no caderninho. Ainda tenho alguns passos a dar!
escrito por Renato
, em
2:27 PM
Terça-feira, Julho 18, 2006
Reencontros sempre dão boas histórias.
Graças ao orkut pude reencontrar amigos de infância, da escola primária, da faculdade, da pós, pessoas que o tempo encarregou de afastar, pois a cada um seguiu seu rumo, escreveu e continua a escrever sua história.
Recentemente encontrei vários amigos do primário, onde estudávamos numa escola de freiras. Foi um reencontro emocionante.
Ver que cada um de nós tem uma história e que esta história teve início praticamente na primeira infância.
Juntaram-se 22 pessoas nesse encontro do primário, amigos que não se viam há mais de década.
Nesse encontro todos levaram fotografias da época, foi um (re) encontro pra lá de especial.
Muitos estão casados, outros separados, outros casando, namorando, criando filhos, estudando, exercendo as mais variadas profissões. São médicos, dentistas, fonoaudiólogos, empresários, advogados, juízes, delegados. Alguns já deixaram esse plano, mas todos estão bem colocados, e a felicidade de reencontrá-los foi sem dúvida, um presente da modernidade, da Internet.
Porque a vida é assim, cheia de encontros, desencontros e reencontros.
Tati Tatuada.
escrito por Equipe Blog Temático
, em
5:55 PM
Segunda-feira, Julho 17, 2006
Por este tema, eu poderia falar de muitos tipos de reencontros que adoro, por exemplo:
- Reencontrar meu Pai e passar horas pondo assuntos em dia;
- Reencontrar amigos de farra e relembrar nossos momentos felizes juntos, com muita zoação com os que, em algum momento, se ferraram e se tornaram motivo de muita risada;
- Reencontrar parceiros de putaria e tentar lembrar os nomes das mulheres que pagamos, das difíceis, das feias, das lindas... e das que os dois pegaram;
- Reencontrar colegas de infância e relembrar tudo que aprontamos e as maluquices que somente a infância e adolescência nos permitem fazer;
- Reencontrar aquela pessoa que nunca rolou nada, mas ainda nos faz brilhar os olhos, com pensamentos de como teria sido;
- Reencontrar o mar, já que agora o vejo tão pouco e muita inspiração e sensação de limpeza de espírito me traz;
- Reencontrar comigo mesmo após tantos momentos que ajo como se fosse outra pessoa, ou deixo o impulso me levar a fazer o que desejo, sem pensar nas conseqüências;
- Reencontrar um lugar de muitas felicidades vividas na infância também é bárbaro... são tantas lembranças;
- Reencontrar, simplesmente, um sistema de computador que desenvolvi há muitos anos e que ainda são essenciais ao seu proprietário me faz muito feliz e especialmente útil.
Agora, tem um reencontro que acontece todos os meses e, há 10 dias, aconteceu de maneira mais marcante: o reencontro com as minhas filhas... elas estão passando férias comigo e não existe gosto melhor do que o de ser pai, de educar, dar exemplo, ensinar o certo e o errado, ensinar a raciocinar. Este reencontro... não tem preço... e é insubstituível.
by Proibido
escrito por Equipe Blog Temático
, em
7:22 PM
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