COMUNIDADE DO BLOG TEMÁTICO NO ORKUT
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Pessoas inteligentes e corretas. É o que se encontra aqui. Cada um com sua visão para o tema proposto da semana. Diferentes cabeças, mas sempre a mesma beleza. Deixem suas impressões e enriqueçam o blog!
Sábado, Abril 15, 2006
Minha relação com Deus é uma relação bem esperta. Não que eu não acredite Nele, mas cercado de tanta coisa, tanto problema concreto pra resolver que fica mais difícil pensar no transcendente. Eu disse que minha relação com ele é meio de esperteza porque sempre peço as coisas com a cara mais boa, mas quase nunca penso em retribuir, às vezes tenho preguiça, não sei, procurar uma creche, fazer uma doação, visitar um idoso ou não me irritar quando me pedem algo na rua. Isso mesmo fico muito irritado quando isso acontece. É porque não dá pra saber quem realmente precisa, quem está zombando com a sua cara. Ceta vez um casal com uma criança no colo nos abordou na rua dizendo que tinha sido assaltado, a mulher loura tinha os olhos súplices e o marido diziam que foram uns pivetões que correram em direção a avenida do contorno. Ficamos com vontade de ajudar. Pensei "não será ao Cristo que estamos ajudando?" Se tudo aconteceu num sábado, eis que no dia seguinte, domingo, a loura de olhos súplices e sua quadrilha organizada, pilhava mais um incauto que surgia pelo seu caminho, dessa vez na rua Curitiba. Ainda ouvimos a senhora falar do outro lado da rua: "É pouco mas é de coração!" É por essas e outras que fico com sentimentos conflitantes quando surge o impasse de ajudar alguém, principalmente num dia em que fui comprar uns pastéis na feira de artensanato no centro da cidade e um homem viu eu pedir os pastéis, pagar o comerciante, receber o troco e guardá-lo. Fez o pedido alegando que a mulher estava com câncer e ele precisava alimentar os (sete) filhos. Nunca caia nessa. Depois da minha recusa ele ficou insistindo, pediu então pra pagar um pastel pra ele e ainda recusei e ele me perguntou se aquilo iria me fazer falta. Bom eu havia comprado quatro pastéis, um pra cada um de nós e aquele acontecimento me fez tão mal, mas tão mal, que tive vontade de sei lá, bater no cara. Mas as religiões confundem a gente. A religião que procuro seguir é o espiritismo que entre outras coisas diz que quando damos alguma coisa que não nos faz falta não estamos fazendo caridade alguma, que devemos é dar alguma coisa que nos seja importante pra que realmente se faça a caridade. As religiões são boas, mas são todas calcadas em histórias fantasiosas pra tocar-nos. Coloco-as no mesmo nível dos mitos antigos, que eram criados pra explicar os fatos de uma maneira que as pessoas conseguissem entender dentro da simplicidade de pensamento delas. Ainda ouvi uma lição que guardo até hoje do centro espírita e que é a seguinte: Ou a gente chega a Deus pelo amor, fazendo tudo de maneira certa, seguindo os ensinamentos que Jesus nos deixou quando da sua passagem pela Terra ou chega a Deus pela dor, que é um caminho muito mais difícil e penoso, mas que todos caminhamos pra Ele. De vez em quando a gente tem que parar e pensar se não precisa acertar o passo, pra não ficar à margem do caminho. Boa páscoa a todos!
escrito por S. Leite
, em
1:00 PM
Quarta-feira, Abril 12, 2006
Venho de uma família católica que só é católica no nome. Rezar antes das refeições ou antes de dormir? Nunca vi ninguém em casa fazendo. Ir a Igreja? Só em casamento ou missa de 7º dia. No entanto, fui batizado e fiz primeira comunhão, mas foi mais por conveniência do que por meus pais acreditarem realmente que era importante.
Então, causou estranheza lá em casa eu ir para a igreja todos os domingos, na missa das crianças. Mas o fato é que era legal, o padre deixávamos todos sentados à beira do altar e ele nos falava diretamente, com a paciência que todo adulto deveria ter com crianças. Bons tempos, em que não pensávamos muito em como era a vida, como funcionava o mundo.
Cresci, e quando adolescente, com a naturalidade de todos da minha idade, a igreja perdeu a importância para mim. Afinal, como poderia compactuar com as regras e limitações que me eram impostas, em uma época em que até pais têm dificuldades em explicar o que é melhor ou pior?
E quando a adolescência foi passando, e a maturidade chegando, ao invés dos ensinamentos religiosos voltarem a ter importância para mim, outras regras começaram a guiar minha vida. Lógica e Probabilidade.
Como já dizia um professor de matemática, fé não se explica, fé se tem ou não. Mas para mim, isso não bastava. Queria explicações, e a religião não me dava. E toda a transformação que minha vida sofria, todos os pensamentos que eu tinha, todas as lições que a vida me dava, me deixavam uma clara conclusão: Deus foi inventado pelos homens para suprir necessidades e angústia dos necessitados. E, de quebra, ainda teríamos motivos para sermos moralmente corretos. Uma grande invenção, sem dúvida.
Claro, não posso provar e nem quero desmerecer quem acredita, mas o fato é que essa opinião minha foi-se concretizando dia após dia. E é um assassinato de prima aqui, e é uma injustiça de vida ali, e é uma doença incurável acolá, e cada vez mais penso que a vida é feita de dois fatores: conseqüência dos nossos atos, misturados com o acaso que tempera o nosso rumo.
Mas vocês acham que essa conclusão é natural na minha cabeça? Não acredito em nada após a morte. Não acredito em recompensas por uma vida correta. Não acredito em reza para ajudar nas necessidades, nem em trabalhos para se alcançar um objetivo. É difícil;
Li em algum lugar que as sociedades mais desenvolvidas são as que possuem mais ateus. É uma evidência clara de que quanto mais desenvolvidos ficamos, menos precisamos nos ligar a crenças. Mas outro dado importante é que nessas sociedades o índice de suicídios também é o mais alto. Talvez não estejamos tão desenvolvidos assim...
Por isso que quero que meu filho seja religioso, pelo menos aprenda o que é religião. E, no dia que ele me perguntar o que penso sobre isso, e eu perceber que ele tem idade suficiente para entender, pretendo explicar meu ponto de vista. Para que ele possa pensar sobre tudo, e não receber uma crença mastigada cérebro adentro, sem direito a dúvidas ou argumentações.
Gostaria que me provassem que estou errado. Gostaria de saber que há alternativa depois de nossa morte, uma nova vida, ou uma reencarnação. Gostaria de saber que todas as injustiças da vida serão compensadas em outro plano. Gostaria de saber que alguém olha por mim. Mas enquanto isso não ocorre, continuo vivendo e dando o melhor de mim, não por achar que posso ser punido, mas por acreditar que fazer o bem e ser justo são a coisa certa a se fazer.
escrito por Renato
, em
4:05 PM
Terça-feira, Abril 11, 2006
Esta comigo em todas as horas e lugares.
Às vezes esqueço de sua presença.
Às vezes passo o maior sermão nele, pois ele pisa na bola e eu não deixo passar não.
Às vezes eu peço outras agradeço.
Nunca duvidei das suas decisões e julgamentos, pois da justiça dos homens, eu nem sempre acredito, mas a Dele é implacável e irretocável.
Houve época em que o deixei de castigo, outras Ele me pôs virada para parede.
Bem ou mal, estamos sempre juntos, somos, guardadas as devidas proporções, parceiros.
Tudo bem que Ele ainda não me fez ganhar sozinha na mega-sena acumulada, mas em compensação me presenteou com amizades que são verdadeiros prêmios de loteria. Deu-me saúde, um corpinho passeio (que eu cuido com muito préstimo) e um QI de 125 (ainda duvido desse teste), me deu a melhor mãe que eu poderia ter, mais que isso, me deu maturidade para enxergar isso no devido tempo.
E antes que eu me esqueça, me deu a vida e quando resolver me tirá-la, saberá que sou grata, muito grata.
Tati Tatuada.
escrito por Equipe Blog Temático
, em
2:49 PM
Segunda-feira, Abril 10, 2006
Meus avós são muito católicos. Até demais, eu diria!!! Meus pais vão à igraja todo domingo. Eu também ia... mas enjoei. É irritante demais, pra quem é inteligente, aguentar assunto repetido. As missas católicas são repetidas demais!!!
Frequentei uma igreja protestante por um ano. Não foi por opção. Era para agradar à família com quem eu morava nos EUA. Eu gostava daquele ritual. Era mais alegre do que o que eu estava acostumado na igreja católica. Mas, porra, chegar na igreja todo domingo às 7:30h e só sair ao meio dia era foda demais!!! E ainda tinha que voltar à noite, das 18:00h ás 20:30h. Tudo demais é veneno, como sempre diz a minha vozinha.
Frequentei um centro espírita por quase dois anos... 100% por opção. Eu era muito curioso e tinha muitas perguntas a fazer... isso sem contar que eu queria me conhecer melhor. Sem dúvida alguma, me ajudou muito. Ainda carrego comigo a cultura espírita. Sim, aquilo é cultura e não religião, ao meu ver. Só que, com o tempo, eu enjoei. Já não buscava mais respostas.
Hoje, só entro em igreja para cerimônias de casamento, batizado ou para agradecer pelas bênçãos que sempre me foram concedidas a vida toda. Sinto-me muito bem dentro de igreja, mas nunca volto espontaneamente. Sábado passado, fui a uma apenas para respirar e agradecer pela minha paciência e racionalidade. Saí de lá zerado!!!
Minha conversa com Deus é assim: "E aê, amigão.... tô lascado... eu nunca podia imaginar que ela (a ex) pudesse se tornar aquela porra que ela se tornou. Mas é isso mesmo.... ela não tem a paz que eu tenho em Ti. Não Te tem no coração como eu tenho. É fraca, coitada... uma infeliz. Quero te agradecer por toda a força que me deste. Quero pedir que leve alegria àquela porra lá, pra ver se ela me deixa em paz. Ela só fez merda a vida toda. Precisa do Seu apoio. Quanto a mim, num mexe em nada não, pode ser? Tô bem demais com a minha vida. Continuo feliz. Não sei se mereço tudo que me deste, mas agradeço de qualquer jeito. Tô indo, véi. Tudo de bom pra você... e, mais uma vez, obrigado por tudo.". Faço o sinal da cruz, rezo um Pai Nosso, uma Ave Maria, uma reza pro meu Anjo (a mesma da Renata) e me vou embora.
Sou íntimo do Cara. Não preciso de rodeios, tampouco preciso medir palavras.
by Proibido
escrito por Equipe Blog Temático
, em
7:55 PM
Domingo, Abril 09, 2006
Santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
a ti me confiei,
me rege,
me guarde,
me proteja,
me ilumine,
Amém.
Uma tia das mais queridas me ensinou essa oração, e até hoje é a minha favorita, é com ela que eu durmo, a ela recorro quando
necessário, ou mesmo quando apenas acho que devo rezar.
Não sou religiosa, não vou à igreja, não faço parte de nenhuma igreja, mas acredito em Deus, e acho que isso me basta. Acho que é algo em que se apegar quando tudo o mais parece que não vai ajudar mais.
E também algo a agradecer quando tudo caminha bem.
Eu sempre peço algo, em especial a proteção daqueles que me são queridos. Mas não esqueço de agradecer às bençãos que me são dadas.
Renata
escrito por Equipe Blog Temático
, em
6:50 PM
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