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Sábado

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.:Outro Blog:.






















Celebridades do mundo blogueiro dando as suas versões para o tema escolhido da semana. 7 cabeças, 7 visões, mas sempre a mesma beleza. A beleza da escrita!


Sábado, Abril 09, 2005



Todos até agora relataram com toda propriedade e gosto o que fazem e o quanto os seus trabalhos os satisfazem ou satisfizeram.
Sou professora( Português/ Inglês), e estou em início de carreira, por isso minhas experiências são recentes na área de educação. Leciono numa escola pública, tenho no momento 6 turmas, heterogêneas nas séries e de idades variadas, basicamente pré-adolescentes e adolescentes, todos de alguma forma procurando uma referência qualquer que os ajudem a sentir que aprender é necessário, bom e até mesmo prazeroso.

Sendo então meu Ofício, levar conhecimento, e tornar este, uma paixão ou um desejo para os outros. Tarefa difícil sim, mas prazerosa. Adoro ver nos olhos o interesse e a vontade de aprender. Mas nem sempre pensei assim. Tinha muitos preconceitos em relação a educar, ser um profissional de educação, uma professora, não foi fácil me descobrir.

Há 2 anos atrás(2003) apareceu um concurso público. Junto a isso fui convidada a dar aulas numa pública da escola da cidade, na qual estou até agora. Aceitei e prestei o concurso. Tudo era novo, dava medo, fazia tempo que não que tinha contato com adolescentes, nem me lembrava. Tudo foi se encaminhando e ao mesmo tempo que passei no concurso e voltei a ativa, fui a congressos e fiz cursos de atualização, e ainda estou nessa luta por me fazer capaz.

Minha vida deu uma guinada de 180° graus, cresci internamente neste meio tempo.
Hoje não quero mais nada para minha vida.
Adoro o que faço, novamente digo. É especial, me sinto especial e faço ser especial. Pode parecer pretensioso de minha parte mas se me propus a fazer dou o melhor de mim e não espero nada de ninguém. Essa independência, essa falta de comodismo, e a autonômia que a escola me dá não encontrei em nenhum outro emprego, ou área de atuação.
Fora que o poder que nos confere educar é real. Quando você ensina você influencia, perturba, comove, agita, movimenta, tira da inércia, faz amadurecer pensamentos, ampliar as visões de mundo, almejar novos rumos, entre outras coisas. Em relação ao meu trabalho sou otimista, extremamente positivista, e sem limitações.

Também não digo que todos os dias são flores e que todos gostam de mim, mas consigo sublimar os pequenos atritos diários e os transformo em aprendizado pessoal, que me ajudam no meu autocontrole. rs
Então espero ter matado um pouco da curiosidade dos que lêem.

Escrito por Rafaela








Sexta-feira, Abril 08, 2005


Meu Trabalho

Sempre sonhei em ser professora...

Aliás, sempre estive na contra mão... Já cheguei a achar que nasci na época errada, pois gosto de fazer tudo o que as mulheres de hoje geralmente abominam e que eram extremamente valorizadas há tempos atrás... cozinhar, costurar, fazer crochê, tricotar, bordar, cuidar de crianças...

Optei por estudar magistério e enquanto isso fui trabalhar em uma grande multinacional... Primeiro emprego, depto. comercial, datilógrafa na época...Adorei demais a rotina do trabalho, aliás, que de rotineiro não tinha nada... Todo dia um desafio novo a ser vencido, muitas cotas a cumprir, muitas metas almejadas... Em menos de um ano eu ja era secretária e dois anos depois passei a supervisionar o setor... O magistério foi ficando pra segundo plano, já que eu descobrira uma vocação nata para vendas, isso sem contar que o salário era muuuito melhor...

Aos 20 anos, me vi grávida. Gravidez não planejada porém amplamente desejada. Saí do trabalho pra me dedicar ao ofício de mãe em tempo integral. Opção mesmo, uma vez que eu sempre quis ter filhos e poder curtir cada momento... Gostei tanto da idéia que um ano depois estava barriguda de novo... (Opção totalmente acertada, quando hoje olho meus filhos e vejo que pude contribuir pra que se tornassem pessoas tão especiais).

Entre fraldas e mamadeiras, pude dar vazão ao que sempre gostei. Costurava, tricotava, bordava, fazia bolos artisticos... e o tempo foi passando...

Quando meus filhos ja estavam crescidinhos, voltei para o mercado de trabalho. Recomeço difícil, mas proveitoso. Voltei pra área comercial e um chefe meu, ao me ver tão entusiasmada e tão cheia de idéias, achou que eu levava jeito pra área de marketing. Adorei a experiencia... Atuei por um bom tempo nessa área... adorava aquilo de os dias nunca se repetirem... desafios constantes... massa cinzenta pensando sem parar em alternativas viáveis para cada situação...

Nas horas vagas passei a pintar... a principio quadros, coisas pra minha casa e depois minhas próprias roupas... Minhas coisas caíram no gosto das pessoas... Passou a me absorver a maior parte do tempo, começou a ser rentável...

Sem que eu percebesse o que era diversão acabou virando profissão... Já fazem quase 4 anos que meu trabalho é assim... O dia todo entre pincéis e tintas, música alta (pra inspirar) e muitas dores nas costas no final do dia..rs..

Hoje eu tenho uma sócia, temos mais de 20 vendedoras, participamos de vários eventos e creio, sinceramente, estar no caminho certo... Aliás, é impagável a satisfação de quando alguém gosta dos meus trabalhos...

Tenho ainda muitas coisas a conquistar ( abrir minha loja é uma delas) e um mundo inteiro pra encher de cores...
Pintar tudo de cores alegres e vibrantes, simples reflexo da fase interior maravilhosa que estou vivendo agora...

Nanda








Quinta-feira, Abril 07, 2005


Meu primeiro trabalho foi de secretária, era muito bom, gostava de atender as pessoas ao telefone, cuidar da agenda do chefe, entre outras coisas.

Depois, fui promovida a ser o financeiro da empresa. Os problemas aumentaram, as responsabilidades duplicaram, e o cansaço evoluiu.

Hoje, sou gerente de uma fábrica de doces. Sobre meus cuidados estão 40 funcionários, nunca imaginei que seria tão difícil cuidar de uma fábrica inteira. Todos os problemas que devem ser resolvidos, primeiramente deve ser passado por mim.
A responsabilidade nem preciso dizer que triplicou, o estresse é diário, mas estou adorando essa minha nova função.
Todos os dias quando o relógio desperta (5:45), levanto feliz, pois sei que se eu não estiver presente, muita coisa deixará de ser feita e resolvida.
Confesso que lidar diretamente com funcionários não é nada fácil, nem sempre as regras, leis e normas que imponho agradam.
As vezes brinco e digo que até o final do dia, vou ser linchada!...rs

Infelizmente por causa desse meu novo cargo e o corre-corre diário, esse vai ser o meu último post aqui no Blog Temático.
Vou ser obrigada a me ausentar da internet e dos meus amigos virtuais.
E hoje, através desse texto, quero agradecer a amizade, o carinho e o respeito que tive desses amigos.
Mesmo sabendo que a distância era enorme, me respeitaram e me aceitaram como eu sou.
A todos vocês eu digo...MUITO OBRIGADA!!
E jamais, em hipótese alguma quero perder o contato com vocês!

PS: Vou sentir saudade dos esporros do General!!! ...rsrs








Quarta-feira, Abril 06, 2005


Sou engenheiro civil, formado pela UFRJ. Trabalho em uma construtora aqui no Rio. E pasmem: não me interesso por obras. Como assim, Bial? O que eu faço então? Me mato? Largo tudo e viro estilista de moda? Não, como diz D2, a gente se desenvolve e evolui.

O fato é que quando entrei pra faculdade, queria cursar engenharia de produção. E no formulário de inscrição, tinha que definir uma segunda opção caso não passasse na primeira. Aí, eu meio que no uni-duni-tê escolhi a engenharia civil. E passei para essa segunda opção. Nunca tive muitos sonhos quanto à profissão perfeita, então preferi me respaldar em um dos melhores cursos do Brasil a escolher uma faculdade mediana e paga no que eu queria.

O fato é que sempre procurei ligações entre a engenharia civil e a de produção em meu curso, e acreditem, há alguns. Deixando de lado explicações técnicas, complicadas e sonolentas, o fato é que tem jeito.

Mas como engenheiro civil que iria me tornar, estagiei nessa construtora para aprender um pouco de construção. E estou nessa empresa até hoje, e felizmente, a minha formatura conciliou com alguns fatores que me fizeram tornar um funcionário, daqueles com carteira assinada e tudo! Que chique, não? (que podre!).

Os engenheiros daqui são aqueles antigos, que são voltados somente para fazer o prédio subir, e precisavam de alguém para organizar tudo, planejar, orientar e resolver algum perrengue que possa haver. E sobrou pra quem? Pra mim!!! E até que estou gostando, e me descobri com uma vocação: a de administrar. Gosto de ver um problema e solucioná-lo, seja tecnicamente, seja delegando tarefas, seja ligando e pedindo ajuda (é, tem horas que tem que pedir ajuda mesmo).

Mas obviamente não estou satisfeito com o que tenho. Ainda vou crescer, quero ter minha própria empresa, lutar pelo meu bem estar, tomar as próprias decisões quanto ao rumo que devo seguir... É só uma questão de tempo e experiência. Já tive mais pressa, hoje deixo a vida me guiar.

Resumindo, cada vez mais tenho a certeza de que nasci para mandar e para ser rico, e é só uma questão de tempo.

E como quem me conhece sabe, como todo bom carioca, não sou humilde e sou marrento mermo!

E vão ter que aturar!!!!!!!!!








Terça-feira, Abril 05, 2005


Sempre achei que é a profissão que o escolhe e não ao contrário.
Eu fui escolhida.
Quando pequena eu queria ser caixa de super mercado, alternativamente, almejava ser manicura.
Cresci, e não queria ser nada.
Ao prestar vestibular, me matriculei na faculdade de direito, unicamente por entrar em 8º lugar na classificação geral, até hoje acredito que foi erro de correção ou de digitação, ou os dois.
Após cinco anos de faculdade, ainda tinha o fantasma do exame da OAB, dei sorte, passei de primeira, minha sustentação oral(sim, àquela época era eliminatória) foi elogiada por toda banca de examinadores, ainda não sei se era pela sustentação em si ou pelo tamanho da saia, mas não importa, passei com louvor.
Duas pós-graduações depois, me encontrei, descobri que nasci para ser advogada, para defender, para representar, para ajudar a solucionar conflitos.
Sou bocuda, briguenta, inconformada ou como prefere a maioria dos julgadores, sou a ¿combativa defesa¿.
Nesta profissão já chorei pela decepção de injustiças inomináveis, mas também pela felicidade de poder ser um meio de coroação da justiça.
A noite, deito e durmo como uma criança, satisfeita de ter feito meu melhor, por ter sido a diferença na vida de alguém.
Não há dinheiro no mundo que pague a justiça, e nessa seara, sou milionária, porque sei que ajudo de alguma forma, para que ela, a justiça, seja realizada.


Tati Tatuada








Segunda-feira, Abril 04, 2005


Sou uma pessoa realizada no meu trabalho. E afirmo que ser realizado profissionalmente é um grande trunfo, é a garantia de sucesso em qualquer outra empreitada da vida... até mesmo no casamento... claro, quando se tem ambos realizados.

Quando fiz 15 anos, entrando no 2º ano, eu estava decididíssimo a seguir uma profissão ligada a computadores. Eu babava vendo filmes, onde hackers barbarizavam e dominavam informações, não encontrando limites pra suas ações e suas vontades. É a minha cara esse lance de não ter limites. O filme que mais me motivou, naquela época, foi Jogos de Guerra. Morro de vontade de assisti-lo de novo. O carinha quase causou a 3ª Guerra Mundial.

Na escola, nos EUA, onde fiz o equivalente ao 2º ano, tinha aula de programação de computadores. De cara, comprei um tal Comodore 64. Era ligado numa TV, a CPU era no próprio teclado e as unidades de disco eram externas. Eu copiava os códigos fontes de programas de jogos, os executava e os modificava... só pelo gosto de fazer algo diferente, de descobrir como as coisas funcionam.

Passei no vestibular para Processamento de Dados. Formei-me. Sempre tive bons empregos, desde o primeiro estágio. Como sou pessoa de fácil relacionamento, coisa que poucos analistas de sistemas conseguem ser, conseguia modificar meu ambiente de trabalho, tornando-o um lugar agradável para se passar as 8 horas diárias de trabalho. Isso é importantíssimo!!! Sempre me diverti trabalhando.

Há alguns anos, trabalhava num banco privado. Ganhava por hora. Era uma loucura quando a assessoria de marketing lançava um produto na mídia, já com data estipulada para disponibilização do novo produto, sem um planejamento da área de informática. O cronograma era definido com data certa de fim, era de trás pra frente... e a gente tinha que se lascar todo para cumprir o prazo apertado. Em banco, não se pode errar, pois o produto dos sistemas é dinheiro. E são milhões de transações por dia. Já pensou a conseqüência de uma programa calculando um valor errado?

Mas, quer saber? Eram as noites mais bem dormidas da minha vida. Cada vez que eu chegava em casa, morto de cansado, depois de 12, 14 horas de trabalho (claro que eu fazia as contas do quanto tinha faturado naquele dia) , mas tinha a certeza de que minhas metas do dia haviam sido alcançadas, eu pensava ''Que dia perfeito!''. É uma sensação maravilhosa a de dormir sem pendência, mesmo sabendo que o dia seguinte seria o mesmo pique. Nada melhor do que a sensação de ter o trabalho feito, bem feito, elogiado. Nada melhor do que se sentir bom naquilo que a gente faz.


Postado pelo Proibido.