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Celebridades do mundo blogueiro dando as suas versões para o tema escolhido da semana. 7 cabeças, 7 visões, mas sempre a mesma beleza. A beleza da escrita!


Sábado, Março 19, 2005


Meu Bem-Querer

Meu bem-querer
É segredo ,é sagrado
Está sacramentado
Em meu coração
Meu bem-querer
Tem um "quê" de pecado
Acariciado pela emoção
Meu bem-querer, meu encanto
Tô sofrendo tanto
Amor e o que é o sofrer
Para mim que estou
Jurado pra morrer de amor?

Djavan

Quando ouço essa música, sei o efeito que causa em mim, me faz consciente da dor de amar, da beleza que existe nos pensamentos de um poeta-músico, de como não vivo sem essa sensação que me preenche de bons e agradáveis sentimentos, nos quais me perco e por vezes me encontro apegada as lembranças , de um viver cheio de experiências , que de tão constantes, confundem, iludem...
Estou numa fase romântica, mas garanto que todos os tipos de música me causam algum efeito concreto.
Ao ouvir O Noturno de Chopin sinto algo, em melodias da MPB principalmente Caetano, Bethânia, Chico, entre outros, no rock todos me fazem liberar o estresse e soltar os tão chamados bichos que povoam meu interior, no Jazz elevo a sensação de bem estar ao extremo, ouvindo Billie Holiday, Miles Davis, J. Cotraine, Sarah Vaughn, percebo a alma do que é bom. Há tb os clássicos dos anos 60 e 70 que se assemelham em muito com meus pensamentos, libertários e com mensagens muitas vezes de tons anárquicos, me dizem pra não aceitar todas as mudanças sem questionar, não ser previsível demais... Quando chega aos meus ouvidos Aquarius/Let The Sunshine In ou Light My Fire do Doors, Play The Funk Music ou Whole Lotta Love do Led Zepelin, quando a Sex Machine de James Brown bota fogo na casa, e a plena Satisfaction dos Stones me dão a real dimensão do efeito causado, sei o que me faz bem...
Me sinto mais bela ao ouvir Pretty Woman de Roy Orbison e não é apenas pelo filme com a Julia Roberts.(rs)
Tenho meus preconceitos musicais, queria não tê-los, mas não mandamos em nossos ouvidos no que se refere a música(rs), posso dizer que alguns estilos musicais me enervam profundamente mas tive uma experiência, quase um tratamento de choque, numa viagem recente fui obrigada a aturar estilos como o Sertanejo e o Country americano . E a partir daí , pude mudar meus conceitos em relação ao aturar, para o de aprender a tolerar e respeitar os gostos musicais alheios. É difícil mas o exercício é fundamental.
Dizem que precisamos de ouvidos bons, para música, penso que isso é relativizar pois somos todos diferentes ,e com raras exceções as semelhanças se fazem presentes, e cada qual com o ouvido apto e pronto para aceitar os estilos de sua preferência, que de tão próprio e pessoalíssimo , transferem pra sí o domínio dessa arte eterna, secular que é a MÚSICA.
E que as Musas , mais especificamente Euterpe ( filha de Nmemósine e Zeus, musa protetora e inspiradora em tudo o que se refere a Arte ¿ Música ), nos protejam nessa eterna escolha dos sons.
Bjos.


Escrito por Rafaela








Sexta-feira, Março 18, 2005


Música pra mim é como uma lembrança das diferentes fases da minha vida. Ainda me recordo do primeiro disco que ganhei, um long play da já falecida Celi Campelo. Não sei quem me deu esse disco de vinil porque ganhei antes mesmo que eu soubesse pronunciar minhas primeiras palavras, "tô com fome". Nessa época eu não dizia exatamente essas palavras, mas eu posso afirmar que o significado era esse.

Minha mãe diz que não lembra, mas eu tenho quase certeza que a primeira coisa que eu falei na minha vida foi "papa". Dizem que meu pai ficou todo bobo, mas o que ele não sabe até hoje é que o papa que eu falava era papa de comida, e não papa de papai. O meu sotaque na época não era muito bom pelo jeito, uma vez que eu tinha que chorar para conseguir ser entendido.

Voltando ao assunto, acho que toda música tem um significado diferente para cada pessoa, e é essa característica que faz dela algo tão interessante. Quando eu era recém nascido por exemplo, dizem que eu emitia dois tipos de som, e cada um tinha um significado específico. Se eu chorava em Lá maior era porque estava com fome, agora se eu chorasse em Ré sustenido era porque a coisa tinha desandado nas fraldas. Tinha também um breve período de silêncio entre as duas sinfonias, que era quando o processo criativo se dava.

E ainda tem gente que não entende porquê os bebês choram. Imagine você em um país onde não falam a sua língua. Você tenta dizer que está com fome, e as pessoas ficam fazendo aquelas carinhas de babaca e falando que nem mongolóides na sua frente, em vez de te alimentar. Depois de muito sacrifício, e muito choro, se tocam que você está com fome, e de tão uma comida de aspecto nada agradável. Pra piorar ainda perguntam com aquela cara de retardado "tá totozo neném ?". Como se não bastasse, você tenta de todas as formas falar que quer ir no banheiro, e só consegue ser compreendido depois que o desastre acontece. Só mesmo chorando né!

Bom, onde eu estava mesmo ? Acho que já perceberam que minha capacidade de concentração em um tema específico não é o meu forte, mas vamos tentar assim mesmo, senão o chefe vai ficar tiririca da vida comigo.

Ainda sobre o disco da Celi Campelo, eu ainda o tenho em casa junto com outros discos que marcaram minha infância e adolescência. Tenho o disco da Turma da Mônica com a história de Romeu e Julieta, que me trás recordações das visitas dos meus primos de Manaus. O disco Legião Urbana dois, que ganhei no primeiro amigo oculto que participei. A música Tempo Perdido, que foi a primeira coisa que eu aprendi a tocar no violão, e consequentemente a música que as pessoas mais detestam lá em casa. O disco War do U2, que marcou minha passagem da infância pra adolescência. Na época eu achava o U2 uma merda, mas dizia que gostava, sinal claro que estava virando um perfeito adolescente. Por último as músicas pops japonesas que marcaram meus 13 anos de Japão.

Acho que para cada fase da minha vida eu tenho uma música que me faz lembrar do passado como se fosse ontem. Momentos tristes e felizes que ficaram escondidos entre os versos de inúmeras músicas. E é esse o poder que a música exerce sobre mim, uma verdadeira viagem ao passado.

Rabiscado por ## willxu ##








Quinta-feira, Março 17, 2005


Confesso que a música sempre embalou minha vida. Seja ela triste ou alegre.
Hoje em dia nem sei mais dizer qual seria meu gosto musical.
Eu cresci escutando "Fevers"! Um grupo dos anos 70 ou 80! Quando era criança e acompanhava meus pais aos "bailes", ficava olhando com certa admiração eles deslizarem pelo salão. E pensava comigo: "Um dia ainda vou saber dançar assim!!".
Cresci, e aprendi a dançar como eles. Acho que não tão bem como eles, mas pelo menos já sei me "embalar" no ritmo certo.
Essas músicas tocam com muita dificuldade nas rádios, mas toda vez que escuto uma delas, lembro da idade em que acreditava que se podia resolver muita coisa só com uma dança, sim, muitas das vezes que meus pais brigavam, era na pista de dança que eles faziam as pazes, eu sentia que o efeito da música proporcionava isso! E isso pra mim, era mágico!
Hoje em dia já não se vê "aqueles bailes", a não ser, claro, os da terceira idade. Mas esses são diferentes, porque na época as pessoas que dançam essas músicas eram jovens, alegres, divertidas...
Esse tema me fez lembrar muitas coisas boas que já vivi. E essas, muitas vezes esquecemos, por causa da correria do dia a dia.
Mas sei que nunca, ninguém vai conseguir arrancar isso de mim!
E isso me conforta muito!

Peço desculpas pelo post pequeno, mas estou voltando aos poucos!








Quarta-feira, Março 16, 2005


Nunca tive muitas músicas marcantes, e nem posso dizer que a música mudou muita coisa em minha vida, mas que eu adoro ouvir música, ah, isso eu adoro. Então prefiro falar de duas bandas que marcaram a minha vida na época da adolescência e que até hoje adoro ouvir, adoro viajar ao som delas: Oasis e Guns n` Roses.

Oasis foi a primeira banda que me chamou atenção, daquele jeito adolescente, a ponto de querer ouvir todos os B-sides, ler tudo sobre eles na Internet, e cada vez mais fui me apaixonando pelo som deles. Para quem não os conhece muito bem, sugiro ouvir "Live Forever" e "Stand By Me" (a coincidência não é acaso, já que eles gostam de ser comparados a Beatles, mas essa musica não tem nada a ver com a versão original do quarteto de Liverpool).

Já o Guns, não preciso falar muito deles não, pois todos conhecem. Essa banda entrou como osmose em todos de nossa idade, pois era unanimidade na época como a melhor, e realmente têm musicas muito boas. Que me perdoem os saudosistas de Beatles, Pink Floyd e Queen, mas o melhor rock de todos os tempos é Sweet Child O` Mine.

Agora imaginem essas 2 bandas fazendo um show no mesmo dia, no mesmo local, e pasmem, no Rio de Janeiro!!! Só mesmo aqui!!! Aconteceu no Rock in Rio 3, e eu obviamente estava lá.

Foi uma noite maluca aquela, que deixarão lembranças por toda a minha vida. E tenho que dizer já de início que não joguei garrafinhas de água no "inatingível" Carlinhos Brown. Lembram disso? Passou no Jornal Nacional e tudo... Pois é, não joguei! Estava muito longe dele, uma pena...

Após alguns shows legaizinhos, outros nem tanto, chegou a vez do show do Oasis, que acabou não sendo de todo bom por causa das pentelhas adolescente que só queriam ver o "sexy" Axl Rose. Pois veio o castigo, já que quando saí da meiuca antes do Guns entrar, saí pisando um monte dessas pirralhas que se espalhavam sentadas no chão atrapalhando a circulação. E, além disso, o sexy tava barrigudo!!! Agora, o show do Guns foi demais. Até hoje não posso negar que foi o melhor show de minha vida! Lembro de chegar em casa às 8 da manhã! Ai, ai, boas lembranças!

Mais um episódio com o Oasis: Na minha formatura, botei pra tocar uma música deles, cuja letra sempre me jogou pra frente, e a música é alto astral mesmo. I Hope, I Think, I Know.

They're trying hard to put me in my place
And that is why I gotta keep running
The future's mine and it's no disgrace
Cos in the end the past means nothing

Eles estão tentando me deixar pra trás
Por isso eu preciso continuar correndo
O futuro é meu e não me envergonho
Porque no final das contas, o passado não significa nada.


Já o Guns participou de minha vida em um momento menos feliz. Algumas manhãs, eu colocava no meu carro o CD deles para me dar uma levantada, e ir com toda disposição trabalhar. Não sei se foi coincidência ou se estava com disposição demais, mas acabei chapando meu carro no carro da frente, que estava parado inocentemente no sinal. Bom, ninguém se machucou, mas tomei um prejuízo...

Bom, hoje em dia eu já não escuto tanto as duas bandas. O Oasis vem lançando um álbum pior que o outro, e o encanto se partiu. Já o Guns, além do novo CD que nunca sai, eu tenho tido receio de colocar o som deles para tocar no carro, não sei por que...

E uma pequena observação: Segunda que vem, aqui no Rio, temos show DE GRAÇA do Lenny Kravitz, na praia de Copacabana!!! Tem coisas que só no Rio mesmo! Ai, como adoro essa Cidade Maravilhosa!!!!








Terça-feira, Março 15, 2005


Na hora em que vi este tema, imediatamente fui remetida a uma música interpretada por Marina Lima.
Eu não sei dançar.
Ou algo muito parecido com isso.
A primeira vez que a ouvi, estava num momento glorioso, se é que me entendem.
E toda vez que ouvia esta música invariavelmente lembrava daquele momento, glorioso, por assim dizer.
Nossa, isso tem mais de 10 anos, mas ainda hoje, tanto a música como o momento que esta música me remete são nítidos, como um filme, um bom filme.
Músicas engraçadas também marcam, tinha uma que falava sobre "Julieta tá tá, tá me chamando", por óbvio tenho uma amiga com esse nome, coitada, nesta época, comeu o pão que o capeta amassou.
Todo mundo deve ter uma música especial, que remete a um momento especial.
Qual é a música maestro?
Com 7 letras, qual é a música?
Pronto, Silvio Santos chegou.
Por falar nisso, qual é a sua música?


Texto de Tati Tatuada








Segunda-feira, Março 14, 2005


Sugeri esse tema porque sou um cara movido pela música, como a Leda. Sou eclético pra caralho!!! Acham estranho a forma como adoro gritar com rocks mais pesados e me silenciar e lacrimejar ao sentir os tons excessivamente graves e agudos de uma boa ópera.

Depois que voltei a morar só, ganhei a liberdade de ouvir meus CDs sem ninguém pra reclamar. CDs que eu nem lembrava que tinha me fazem feliz hoje. Gosto de coletâneas.

Música me faz voltar ao passado. As músicas que me marcaram são como bookmarkers pra mim. Basta eu ouvir as primeiras notas, pra viajar no tempo... e relembrar tudo que vivi. Nesses momentos, sempre que começo a ouvir uma música marcante, a primeira coisa que digo é o ano que a música estourou. E recordo aquele momento, as pessoas com quem eu convivia, o que eu fazia, que carro eu tinha ou meus pais tinham. Tem música que parece trazer consigo um cheiro. Sim, o cheiro de alguém, de um tempo, de um lugar, de uma estação.

Comecei mesmo a gostar de música quando tinha uns 12 anos. Foi a época que comecei a freqüentar as festinhas dançantes... festinhas de debutantes. Naquele tempo, minha mania era gravar fita cassete. Sim, gravava músicas que tocavam no rádio. Ficava horas, até tarde, aguardando AQUELA música tocar. Ao final de cada música, a ansiedade pela que iria começar aumentava. Será que era a que eu esperava? Na dúvida, soltava a pausa do deck, ao ouvir a primeira nota. Normalmente errava. Precisava voltar um pouco a fita e, novamente, acionar a pausa. Vivia tomando LPs emprestados. Muitas vezes, comprava um lançamento numa loja, gravava as músicas que eu queria e voltava à loja, reclamando que não havia gostado... saía de lá com um outro disco. O importante era ter as músicas que queria.

Na minha época de adolescente, a moda era escutar músicas com muito agudo nos carros... eram dois tweeters pra cada auto-falante. Lembro-me de músicas como Rock me Amadeus, Must be Starting Something e outras que abusavam do agudo. Resultado: perda auditiva de 30%... quase não ouço sons agudos hoje. Fora as músicas pra se ouvir alto, como exibicionistas, o forte eram as músicas lentas. Nossa!!! Até hoje guardo uma fita que eu ouvia noites após noites até o quase amanhecer. E o Roadstar (marca tradicional de toca-fitas de carro) autoverse fazia "ta-tac" a noite toda, enquanto eu dava uns amassos.

Passei um bom tempo sem curtir música, decorrente do nascimento das filhas. Hoje, estou de volta. E com uma infinidade de recursos. Qual a música que você gostaria de ter e não tem? É só saber procurar na internet, baixar e converter pra o tipo de arquivo que desejar. Que mundo perfeito!!!

Postado pelo Proibido.