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Celebridades do mundo blogueiro dando as suas versões para o tema escolhido da semana. 7 cabeças, 7 visões, mas sempre a mesma beleza. A beleza da escrita!


Sábado, Dezembro 18, 2004


Se isso fosse um jogo e, eu tivesse que optar somente por um ou outro resultado, certamente estaria em apuros. Assim como a loteria esportiva, serve coluna do meio? Seria tecnicamente um empate. Coluna 1? Só??? Tá bom, jogo duplo... Coluna 1 + coluna 2, posso? Aí a gente cerca melhor todas as possibilidades. E se sente mais confiante para tentar vencer essa peleja em que se conquista a tão sonhada felicidade.

Quem ama deveria estar constante e completamente apaixonado. Acho que essa é uma das molas mestras de nossa felicidade terrena. Eu conscientemente acho que o amor alimenta a paixão e vice-versa. Estar apaixonado facilita o amor, e estar amando facilita continuar apaixonado. Pois quando se tem um companheiro apaixonado, as dificuldades da vida se tornam mais facilmente superadas. Pode ser até um jogo de palavras. Mas é isso que creio.

Só que amor e paixão não têm nada a ver com casamento. É uma condição de ser e estar. E é claro, muito melhor ainda se for correspondido. Tudo bem que a gente tem que se dedicar bastante. A coisa não é tão fácil como uma loteria... Bom, diga-se de passagem, eu acho loteria uma coisa altamente complicada e difícil. Por isso nem jogo. Mas na loteria da vida, pretendo estar sempre apaixonada pelo meu amor...








Sexta-feira, Dezembro 17, 2004


"O amoarrrrrr é uma doarrrrrrr, é um tédio sem remédio..." Será? Talvez exista quem pense no amor como o componente de uma relação que já foi muito boa, mas que agora não dá mais motivos de felicidade. Eu mesma sempre entendi que o amor só pode se fazer notar depois dos cinqüenta anos de casados, porque dá pra fazer um balanço geral da vida a dois e dizer "Eu amei", ou "Eu não amei". E sempre vi que esse amor não se faria sentir no momento. Seria sempre algo pra se entender DEPOIS. Tudo bem, EU NÃO AMEI AINDA!:)

A paixão já não é vista como um tédio sem remédio. Porque quem se apaixona não tem noção de "quietude". Não há como ser tedioso. Mas pode ser bem mais cansativo... Primeiro porque a paixão geralmente começa de mão única. E segundo porque quase sempre termina de mão única também. EU JÁ ME APAIXONEI e posso dizer que valeu como experiência, porém, preferia não ter me apaixonado.

De certa forma, qualquer tipo de sentimento, até o ódio, se destina a alguém que teve ou tem importância na sua vida. E quando a paixão acaba, a idéia que fica é de que foi muito desprendimento pra quem não merecia. Isso não acontece com quem ama. O amor até pode acabar, mas não gera arrependimentos. Quem ama, ama porque quer. Quem se apaixona, quer no mínimo reciprocidade. E quando ela não vem, os conflitos só aumentam.

Talvez, por não ter encontrado minha cara metade ainda, eu me veja meio descrente do amor ultimamente. Afinal, até ele, que eu achava indissolúvel, acaba! E é bom que acabe pra que ninguém ache que os casamentos acabam por culpa de um e/ou do outro. De repente o amor acabou, ou nem foi amor. Nem de longe, entretanto, quero uma paixão na correspondida pra mim nem tão cedo!!!!

Aliás, pelo menos por enquanto (e sei que não vou ter muita gente pra concordar) eu vejo o casamento como maior prova de falta de amor próprio que existe. No meu egoísmo de ex-apaixonada não consigo entender como alguém abdica de sua liberdade pra entregá-la a outro, e vice-versa, sendo que nenhum dos dois ficará livre. "O amor é um estar-se preso por vontade", dirão alguns. E a paixão é estar-se preso por vontade de que o outro tenha a mesma vontade. E como diria nosso Raulzito:

"Ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez..."



P.S.: PARABÉNS, GENERAAAAAAAAAAAAL!;)








Quinta-feira, Dezembro 16, 2004


Amor: Ele acontece com o tempo, e tende a ficar cada vez mais forte, é tranqüilo, sólido, seguro e calmo.
Paixão: Surge como um tornado, é rápido, deixa a pessoa eufórica, mas logo vai embora.

Amor: Analisa, tolera, examina a emoção e toma atitudes com inteligência.
Paixão: Vive na emoção, faz as coisas por impulso e depois tende a se arrepender.

Amor: Quer conhecer sentimentos, planos, fraquezas, interesses.
Paixão: É coisa de "pele", pura atração física.

Amar nos deixa seguros, tranqüilo, é doce e amável, é ação, é uma troca, uma rua de duas mãos, uma que vai, outra que vem. Você dá algo, mas também recebe. Passamos a ser jovens eternamente e a ter companhia constante da felicidade.
Se apaixonar deixa os dias mais alegres, um novo brilho no olhar, a adrenalina é intensa, o sorriso no rosto é imenso, o coração bate mais forte, tudo é emocionante. Nos deixa mais jovens e dispostos.

Amor ou Paixão? Existem diferenças?
Até prefiro que não haja diferenças
Porque o que eu quero é Amor com Paixão
Se assim não for, pra mim não quero não!!








Quarta-feira, Dezembro 15, 2004


Amor: Viva afeição que nos direciona para o objeto dos nossos desejos;

Eu amo. Digo com toda a felicidade e satisfação do mundo.
Tenho alguém em que penso todos os dias, alguém que quero que esteja sempre ao meu lado, trocando carícias e confidências.
Gosto de sentir que sou dela e que ela é minha. Gosto de saber que posso contar com ela e ela comigo sempre que precisarmos um do outro.
É muito bom ter alguém pra quem ligar toda noite, alguém para pensar no que a fará feliz e com um sorrisão no rosto. Alguém para brincar como duas crianças, conversar como dois adultos, e até brigar como dois que querem o melhor para serem um.
Alguém que sabe tudo de mim. Alguém que faz parte de mim. A minha outra metade.
Sem ela não seria o mesmo. E sou completo com ela.


Paixão: Movimento impetuoso da alma; sentimento forte de desejo e amor;

É difícil falar em paixão quando se tem um relacionamento longo. Aquela coisa forte e intensa dos primeiros tempos definitivamente não existe mais. Mas o casal, para ficar junto por muito tempo, precisa descobrir um outro tipo de paixão. E eu conheço essa paixão.
Precisamos constantemente surpreender e ser surpreendido, seduzir e ser seduzido. Amar e ser amado. De todas as formas.
Eu me apaixono a cada conquista dela. A cada atitude diferente. A cada boa lembrança que me vêm dela. Se a paixão pela pessoa só acontece uma vez, devemos nos apaixonar por cada jeito e característica dessa pessoa. Isso sim pode nos surpreender e acender nosso coração muitas vezes. É impressionante como posso me sentir como no início de tudo algumas vezes, como posso desejá-la e me inflamar alguns dias. Sim, eu já me apaixonei muito pela mesma pessoa. Pelo meu amor. Pela minha paixão. Estou apaixonado agora. Quero vê-la, abraçá-la, beijá-la, só de pensar nela. Só penso nela.

Amor ou paixão?
Posso marcar as duas opções?








Terça-feira, Dezembro 14, 2004


Eles se esbarram casualmente em frente ao prédio.
Se desculpam ao mesmo tempo, riem, ambos entrariam no mesmo edifício.
Dirigem-se a recepção, ele estende o braço para que ela seja atendida na frente, ela sorri.
Faz o cadastro e recebe o crachá, ele também.
Aguardam o elevador com certo constrangimento, o elevador chega e os passageiros desembarcam ele segura a porta para que ela entre na frente, ele entra em seguida.
Ambos apertam o 12, iam ao mesmo andar, novos sorriso simultâneos.
Entre o sexto e sétimo andar o elevador para abruptamente, as luzes se apagam.
Ela solta um palavrão, ele ri e pede calma, não tardaria alguém os tiraria de lá.
No escuro seus perfumes se misturam ele lhe rouba um beijo, ela gosta. Gosta do cheiro, da forma, da pressão dos dedos dele em seu rosto, seu pescoço, sua cintura.
Ele gosta do hálito dela, quase perfumado, das suas curvas, do suave odor de seus cabelos.
Eles se enroscam num desejo indescritível para alcançar o prazer, ambos o alcançam, ao mesmo tempo.
Riem da situação, conversam sobre suas vidas, seus sonhos, seus medos.
Nasce a paixão.

Ou

Eles se esbarram em frente ao prédio.
Ele se encanta pela beleza dela e ela pelo porte dele.
Ele pede o telefone dela, ela dá.
Ele liga depois de três dias, convidando para um jantar.
Ela aceita, desde que se encontrem no local, afinal ele ainda é um completo estranho.
O jantar transcorre normalmente, conversam sobre amenidades, ela recusa a sobremesa, ele paga a conta, seguem para um café, se despedem com um singelo beijo. Ele liga no dia seguinte e a convida para um cinema no sábado, ela aceita.
Ele vai busca-la em casa, cumprimentam-se com um único beijo na face, o cinema esta lotado, na fila ele pega na mão dela, ela ruboriza, ele acha bonitinho.
E suas saídas vão se tornando mais frequentes, quase diárias.
Eles estão namorando.
Nasce o amor.


Tati Tatuada.








Segunda-feira, Dezembro 13, 2004


Aos 15 anos, me mandaram elaborar uma apresentação sobre esse tema. Não tão exatamente. Na verdade o tema era: O amor não é paixão. E eu me virei e botei pra fora apenas o mínimo que eu sentia naquele tempo pela última namorada, quem eu tive que abandonar. Deve ter sido engraçado falar sobre isso aos 15 anos.

Hoje eu continuo sem saber o que falar. Quando eu reclamo algumas coisas da minha vida de casado, quando digo que nunca senti ciúmes na vida, quando digo que quero ser livre o tempo todo e não viver dentro das regras ¿¿da casa¿¿, ouço me dizerem que eu não amo, nunca amei, não aprendi a amar, sou desprovido desse sentimento. Fico a pensar se estão certos. Mas que porra é amar, então? Hoje eu digo que amo minhas filhas, incondicionalmente. E que daria minha vida por elas. E que me sacrificaria, deixaria de fazer um programa que eu adoro pra satisfazer à vontade delas. Aí me dizem: esse é o verdadeiro amor. Uns, metidos a sábios, dizem que o amor de pais pra filhos é o que mais de aproxima do amor divino.

Ouvindo isso, eu parei pra pensar. Coletei dados, analisei e concluí que amar é deixar de se amar. É isso!!! Se amar é deixar a sua vida pela de uma outra pessoa, então amar é deixar de se amar. Se for assim, posso afirmar que nunca amei ninguém na vida, que não fosse as minhas filhas. Pois, sempre me pus em primeiro plano. Quem não se ama o suficiente, não pode amar mais ninguém.

Agora vem o tema paixão. Ué... não é a mesma coisa? Sei lá!!! Da paixão, eu posso falar mais, pois estive profundamente apaixonado, recentemente. Achei que era amor. Mas os sabidos dizem que foi apenas paixão, pois, se fosse amor, eu não a teria deixado. E, se optei por minhas filhas, que eu admito amar tanto, então não era amor mesmo. Paixão é ficar surdo: você não ouve o que as pessoas falam, lembra da voz dela; você não ouve uma música, lembra de momentos que viveu com ela. Paixão é ficar cego: você não enxerga mais ninguém; você a enxerga de olhos fechados. Paixão é ficar burro e inconseqüente: você faz qualquer coisa para encontrá-la, falta trabalho, corre na chuva, pula um muro. Paixão é ficar doente: você entristece, sente uma puta falta; a comida perde o gosto; a água não o sacia a sede, a sede dela, que a procura em sentimentos vazios. Paixão é viver. É se sentir único, se sentir importante, é disparar o coração, perder o compasso da respiração, tremer as pernas, voltar a ser criança.

Desde que perdi minha paixão, sinto-me vegetar. Sinto que não amo. Só tenho a mim.


Postado pelo colaborador Proibido.