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Celebridades do mundo blogueiro dando as suas versões para o tema escolhido da semana. 7 cabeças, 7 visões, mas sempre a mesma beleza. A beleza da escrita!


Sábado, Novembro 27, 2004


Como começar um texto sobre vinte e poucos anos quando já se tem quase cinqüenta? Contar dos primeiros vinte e poucos ou dos últimos vinte e muitos? Pois é, espero ter depois deles ainda pelo menos mais um terceiro vinte e muitos... Acho que está bom, não está? Pois pedir pra viver mais outros vinte e poucos ainda, talvez nem eu me agüente. E com certeza os que me cercam, também não.

Acho que fiz quase que de tudo um pouco na vida. Nasci para ser feliz. Disso eu tenho incontestável certeza. Procuro me guiar com alegria em todos os momentos em que me é possível. Otimismo também costuma ser meu companheiro. Que nos tira do caos e da fossa quando a casa cai. E, às vezes, quando lembro da minha idade, penso que alguma coisa não está batendo... Acho que tenho uma mente aberta e um coração cheio de paixão e inquietação, sim, ainda...

A própria manteiga derretida, sou emoção à flor da pele. Tudo me emociona... Dificuldades? Claro! Quem não as tem? Muitas, mas muitas mesmo! Às vezes tenho até medo de lembrar. Quem me conhece pessoalmente, invariavelmente sabe. Pois costumo contar tudo pros amigos. Mesmo porque choro só de lembrar de algumas incoerências ou desvarios do destino que a mim estavam reservados. E se eram pra mim, com certeza é porque deva ser forte para superá-los. Acho que Deus deve ter me mandado pra cá como uma lutadora. Ou eu entrei nessa fila mais de uma vez, sem pedir permissão...

Quando penso que ano que vem farei cinqüenta anos, acho que tem algo errado em algum lugar do meu corpo ou mente. A sensação de juventude ainda é tão grande... Mas a idade é cruel. E injusta. Com a pele, com a saúde, com as articulações, com os hormônios, com tanta coisa... Só não vou dizer que vou ficar pra semente, porque aí já seria demais...








Sexta-feira, Novembro 26, 2004


O que é ter vinte e poucos anos? É assumir que não tem mais a inconstância da adolescência, nem a responsabilidade da vida adulta. É já ter namorado seriamente algumas vezes, e querer cada vez mais um relacionamento sólido.

Ter vinte e poucos anos é ter feito uma(s) faculdade(s), procurar emprego e depois descobrir que nada daquilo satisfaz. Que bom mesmo é morar com os pais, ao mesmo tempo em que sonha com um apartamento para as devidas farras.

Ter vinte e poucos anos é já ter experimentado drogas legais e ilícitas, e censurar todas as pessoas que ainda consomem. E não assumir nem pros pais, nem pros filhos que um dia caiu bêbado no meio da rua.

Ter vinte e poucos anos é sonhar com uma carreira brilhante quando o mercado não inspira confiança, e ter certeza que será promovido. É querer casar quando os pais decidiram se separar. É não ver a solteirice como opção.

Ter vinte e poucos anos é reclamar dos pais, patrões, professores... Até dos amigos! E depois constatar que nada melhor do que conviver com todos eles. Que no fundo, a vida foi mais do que justa, porque tem gente em pior situação.

Ter vinte e poucos anos é não encontrar definição pra o que está acontecendo. É querer uma causa pra abraçar, e largar tudo pra tomar uma cerveja. É olhar pro futuro com pressa, e pro passado com nostalgia.

Ter vinte e poucos anos é entender e não entender o porquê de tudo dar errado. E se matar pra que tudo dê certo. É viver como se ainda tivesse todo o tempo do mundo, e se sentir pressionado como se amanhã fosse o último dia.

Ter vinte e poucos anos é ouvir música alta em casa, mas querer silêncio quando se está refletindo. É brigar com a balança todos os dias, e descobrir que depois de vinte e poucos anos, o corpo cai, amolece, engorda...

Ter vinte e poucos anos é não saber definir o que é ter vinte e poucos anos. É se sentir tão perto, e tão longe do resto do mundo. É odiar a adolescência, e ter medo dos 30. É viver o presente pra recordar o passado.

Ter vinte e poucos anos é saber que só no futuro poder-se-á definir o que é ter vinte e poucos anos...








Quinta-feira, Novembro 25, 2004


Eis os meus vinte e poucos anos....

- Já tomei banho de cachoeira
- Já viajei por lugares maravilhosos
- Já passei trote por telefone
- Já quis ser Bióloga Marinha.
- Já pensei em fugir de casa (no auge dos meus 10 anos)
- Já briguei com a família toda, imaginando estar certa
- Já fiquei mais de um ano sem falar com meu pai (chegando a cruzar com ele na rua e não cumprimentar)
- Já estive grávida
- Já tive um aborto
- Já ri até chorar
- Já chorei sentada no chão do banheiro
- Já roubei beijo
- Já me apaixonei
- Já confundi sentimentos.
- Já amei
- Já casei
- Já fiz muita besteira e depois me arrependi
- Já perdi oportunidades que nunca irão voltar
- Já fiz faculdade e depois tranquei
- Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer

Parece ser tanta coisa.....cada qual com sua importância, conforme a época vivida!
Sei que ainda não passei por metade das coisas que irão acontecer, espero estar lá para viver todas!!!

A vida é feita de momentos, e acredito que vivi cada um com intensidade diferente, sei também que perdi muitas oportunidades, e somente com essas aprendi a dar valor a essa dádiva que nos é dada no nascimento, chamada "VIDA".

E como diz Fábio Jr. na música "Vinte e poucos anos".....

"Na vida tudo tem seu preço seu valor e eu só quero dessa vida é ser feliz"








Quarta-feira, Novembro 24, 2004


Conhecendo Renato - 1ª Parte - Passado e Presente

Gostaria de fazer um desabafo e uma auto-crítica da minha vida. E convido vocês para lerem e a me ajudarem a entender como sou e o que sinto. Psicólogos, um aviso: não pagarei nada pela sua opinião, viu?

Fui um adolescente cheio de mordomias e com poucas experiências. Quando entrei para a faculdade, gratuita que era, eu meio que ganhei alforria de meus pais, e tive mais liberdade para tomar minhas decisões e expressar meus desejos. E ao começar um namoro 6 meses depois dessa alforria, namoro esse que perdura com felicidade até hoje, vejo que ganhei e perdi muito.

Perdi ao não viver a experiência de sair com várias mulheres diferentes e, principalmente, em usufruir a liberdade de fazer o que bem entendesse. Tenho muita vontade até hoje de poder ter noites e dias em que eu possa ser livre. E não adianta me falarem que sou livre, pois não me casei, já que meu relacionamento é sólido, forte e somos muito presente um na vida do outro. Não há como ser de outro jeito. Não posso e não quero ser livre, se o preço a pagar for perder meu amor. Nesse contexto, discordo da musica do Fábio Jr., que diz: "nem por você nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos...". Meus planos devem ser ajustados ao dela, devemos ter um plano em comum, e isso nós temos.

Mas ganhei muito. Ela me fez crescer muito como pessoa, como homem. Aprendi muito com ela. Aprendi com sua determinação, com seu apoio, com seu amor. Ter alguém para chamar de seu é uma coisa mágica. Ela é minha, eu sou dela. Isso eu não troco por nada. E sou eternamente agradecido aos Deuses do Amor por isso. Planejamos nos casar, assim que a vida nos permitir.

Quanto a minha vida profissional, ela teve alguns altos e baixos. Para quem não sabe, sou engenheiro e trabalho em um ambiente legal, onde sou respeitado e tenho meu valor. Mas nem sempre foi assim, dei muito murro na parede e aprendi muita coisa na marra.

Vivo assim, pulei da infância "sem direitos" para um ser adulto com responsabilidades rapidamente, quase sem desfrutar da liberdade de uma vida sem compromisso. Mas aceitei bem isso e sigo minha vida pensando muito no futuro.

Esse é um resumo bem simples da minha vida até os 20 e poucos anos. Semana que vem falarei um pouco sobre o que espero para meus 20 e muitos anos.

Beijo a todos e paz no coração!








Terça-feira, Novembro 23, 2004


Cuidado, Fábio Júnior baixou na Tati.
"Nem por você nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos".
Será que depois dos vinte e poucos anos a gente descobre a sabedoria?
Será que descobrimos o santo graal da felicidade?
Pronto, passou, passou.
Como a Tati jamais, por motivo algum e em nenhuma hipótese, revela sua idade, além de não saber as respostas para muitas das perguntas, ela ainda passa por certos.....digamos......apuros por omitir sua idade cronológica.
Antes, mentia descaradamente, diminuindo no mínimo 5 anos, depois adotou outra técnica, se a pessoa pergunta quantos anos a Tati têm (por que será que sempre perguntam?) ela simplesmente responde:
- Me diga você, quantos anos você acha que eu tenho?
Claro que o bofe fica constrangindo e chuta lá embaixo, sendo sempre generoso.
Certa feita, a Tati saía de um barzinho onde dois bonitinhos também aguardavam seu carro.
Como a Tati finge que é de família (nem sempre), fez que não percebeu os olhares cobiçosos. Por fim, cedeu e foi tomar uma saideira com os irmãos.
Óbvio que um deles perguntou a idade e quando a tática infalível foi aplicada o fofo diz, na lata:
- Putz, que difícil, sei lá, uns 38/39?
Nem preciso dizer que a Tati desceu do salto(mesmo porquê, a Tati tem beeeeeeemmmmm menos).
Por fim o fofo confessou que era uma contra-tática e pediu o telefone da Tati.
Como a Tati é um anjo de candura deu o telefone do cemitério para ele.
Ele que vá sair com alguém de séculos.








Segunda-feira, Novembro 22, 2004


Vinte e poucos anos é a minha idade... sempre será. Quando eu tinha 15, só queria andar com a galera de vinte e poucos. Aos vinte e poucos, eu adorava meus contemporâneos. Hoje, com 35, ainda amo essas pessoas de vinte e poucos. Ainda tenho vinte e poucos. Sempre terei.

É delicioso, hoje, conversar com pessoas de vinte e poucos e ver suas ansiedades... tal qual eu era. O tempo mudou, gerações surgiram, o mundo evoluiu muito. Quebraram-se as barreiras das distâncias, da vergonha e do sexo, com o advento e a liberdade da comunicação, mais particularmente, da internet. Mas as dúvidas das pessoas de vinte e poucos continuam sendo as mesmas. Me formei... e agora? Tô trabalhando... quando poderei comprar meu carro? Quando poderei viajar, conhecer o mundo e suas manias? Ai, meu Deus... tá chegando a hora do casamento!!! Eu quero isso mesmo? Como farei pra comprar meu ap? Bom, com o tempo, cada um terá suas próprias respostas. Eu tenho as minhas na ponta da língua, pois já foram realizadas. É bom demais me sentir maduro e poder dar dicas aos de vinte e poucos. Mostro meu sucesso, quem sabe serve como motivação!? Sim, me formei com vinte e poucos. Comprei meu primeiro ap logo depois. Casei-me com vinte e meio. Tive filhos com vinte e tantos. Fiz trinta.

Caralho!!! Fazer trinta foi dolorido. Na última semana, na casa dos vinte, eu pensava: se hoje me perguntam minha idade, respondo vinte e... e ninguém se importa se o que vem depois é um ou nove. Mas trinta!?!?!? Cacete!!! Tô ficando velho!!! Passei a lembrar das coisas realmente boas da minha vida. E vi que, quase todas, tinham sido vividas há mais de 10 anos.

E hoje? Nossa!!! A caminho dos 'enta'. Logo, farei quarenta., depois cinquenta, sessenta... sair do enta é foda!!! Só se sai quando se completa um século. Século!?!?!? Terei o privilégio de viver a virada de mais um século? Quem sabe!?!? Vai que, daqui pra lá, a gente pode substituir nossos órgãos internos. Fígado, rins, coração... Sabe o que é o pior de fazer 40? É que as coisas realmente boas foram vividas há 20 anos. Isso é o que nos dá a sensação de envelhecer.

Mas quer saber? Eu tenho é vinte e poucos e nada mudará isso!!! É assim que minha cabeça pensa, é assim que me cérebro comanda meu corpo e minhas atitudes... é assim que serei até morrer. Serei sempre o melhor amigo das minhas filhas e de suas amigas... serei o melhor amigo dos meus netos. Viverei sempre atualizado com as coisas que quem tem vinte e poucos gostam. E saberei como eles se comportam e como conversam. Eternizei-me.

Postado pelo colaborador Proibido.








Domingo, Novembro 21, 2004


Eu nasci assistindo Smurfs, Superamigos, Caça Fantasmas, Armação Ilimitada, e Balão Mágico. Assim que aprendi a me equilibrar sobre o próprio corpo já fui logo me arriscando em uma caloi Ceci. Depois, quis trocar o velho Nintendo por um Master System. Tinha a preocupação em completar a coleção da Moranguinho ao mesmo tempo que brincava com meu irmão de Comandos em Ação.

Mas aí eu cresci e hoje vivo um quarto da minha vida. Agora, para me divertir, crio brincadeiras, inocentes ou não, em conversas de botecos, monto grupos em garagens ou salas e me ligo em madrugadas inspiradas na internet.

Filha de uma geração que presenciou as maiores cagadas da humanidade como holocausto nazista e as incontáveis guerras provocadas pelos nossos "heróis" norte-americanos, também herdei a preocupação com a paz mundial. Por isso, torço para o fim do conflito entre árabes e judeus. E ainda não sei para que serve a ONU, já que nela sempre prevalece a vontade do mais forte entre os mais fortes.

É também nessa época que percebo que tenho muitos amigos, afinal minha lista do Orkut já passa de quarenta pessoas, mas quando uma cagada muito grande acontece comigo apenas dois ou três estão on line ou perto fisicamente para me ajudar.

Com vinte e poucos anos já saí da faculdade. Fiquei seis meses para fazer um puta de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que deu merda pra cacete, mas, segundo a banca examinadora, ficou excelente, e isso fez com que eu me formasse. Sim, mas agora que acabou, fico me perguntando: Era isso? Era só isso? E agora, o que eu já sou? Jornalista?

Também tenho consciência de que preciso ganhar dinheiro, mas ainda insisto em parar em um boteco numa noite de terça-feira. Sim, porque a cachaça do fim de semana cabe no meu orçamento, mas a da terça vai fazer o meu cheque voltar e terei que pagar uma taxa de quase 10 pilas.

É também com duas décadas de vida que começo a perceber que os meus pais não são heróis. Mesmo quando há a manutenção da taxa básica de juros, às vezes eles escorregam no limite do cheque especial e do cartão de crédito e aí tiram todo o supérfluo da lista de compra do mês.

Tenho muitos e bizarros desejos. Mas como quase tudo que fazemos nesse novo milênio já pode ser explicado por algum estudioso ou especialista, sei que Lacan já dizia que o meu desejo é o desejo do outro. E, mesmo que eu consiga realizá-lo não terei mais tanto interesse por ele, pois já vou estar desejando outra coisa.

Criei uma teoria: se com vinte e poucos anos a pessoa ainda não encontrou alguém para chamar de seu, ela pode seguir dois caminhos: o da busca desesperada por ele ou o caminho da tranqüilidade regado de muito sexo sem compromisso, mas com responsabilidade. Confesso que prefiro pôr em prática a segunda teoria.

Com vinte e poucos anos assisto filmes que vi na infância, mas que mudaram de significado enquanto eu cresci. Conheço gente que mesmo tendo quase o dobro desses vinte e poucos anos ainda pensa como se tivesse. E são essas pessoas que são minhas grandes amigas. Mas também tenho alguns colegas que mal chegaram aos vinte e tem a cabeça de 60 anos.

Enfim, o bom dessa época é que tudo pode ser divertido como uma conversa de bar, excitante como a busca da pessoa com quem vai viver mais vinte e poucos anos, complicado quanto as respostas que você obtém dos seus pais e amigos, gostosa como a sensação de descoberta por novos significados e tão reveladora quanto a percepção de que a realidade só serve para quem tem medo de sonhar.