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Celebridades do mundo blogueiro dando as suas versões para o tema escolhido da semana. 7 cabeças, 7 visões, mas sempre a mesma beleza. A beleza da escrita!
Sábado, Novembro 06, 2004
Pois é. Como sou a colunista mais velha, creio que minha visão deverá ou deveria ser completamente diferente. Ou não? Veremos. Ainda bem que sou a última a postar sobre o tema da semana. Assim nenhum de vocês vai poder me bater...
Sexo é natural, faz parte da vida. Se nossa natureza não fosse assim, porque o Criador nos daria o sexo? Seríamos todos nós plantinhas ou seres irracionais. Hermafroditas. Certo? Mas não sou radical. Quero dizer, acho que não. Também não concordo com a visão da igreja católica, onde deveríamos transar só para procriar. Se fosse assim, por que seria tão bom? Certo de novo? Tudo bem, vocês podem discordar, eu agüento...
Desejo? Atração? Tesão? É outro departamento. Não que não se possa desejar uma pessoa sem sentir amor. Química entre as pessoas é algo inexplicável. Lógico que não sou tão retrógrada assim. É que no meu tempo de jovem era tudo muito diferente. A libertação sexual estava começando a acontecer, mas minha criação foi à antiga... Então as coisas comigo eram completamente diversas também.
E a realização plena e completa de um relacionamento deveria ser sexo com amor. Ou amor com sexo, para não ser platônica. Aí sim, a mais pura realização de um ser humano estaria acontecendo. Imagino eu que por isso somos racionais. Racionais e não românticas como alguém poderá comentar. Acho que ainda sou romântica então... Não gosto de ver o sexo banalizado como hoje em dia se vê tanto. Sinceramente! Não gostaria disso pra meus filhos.
escrito por Jack
, em
6:51 AM
Sexta-feira, Novembro 05, 2004
Puta que pariu! Me disseram que eu tinha que falar sobre sexo. Caralho! E agora eu tenho que contar sobre minha primeira transa... Porra! Por onde eu começo???? Tomei no cu!
Hehehe, não, não é bem isso. Mas foi a primeira coisa em que pensei quando soube do tema dessa semana. E como eu, muita gente associa sexo à relação sexual, quando na verdade, o tema é amplo, e com "tópicos" mais interessantes e menos íntimos do que a primeira, a segunda ou a centésima transa. Por isso comecei com esses palavrões. Porque apesar de ninguém lembrar muito, todos eles remetem a algo que lembra sexo.
E sexo tá em tudo! Até na linguagem popular. No entanto, ninguém pode dizer que se sente 100% confortável ao falar sobre isso porque a próxima pergunta pode ser muito escabrosa. Eu também não me sinto. Apesar de ter uma certa necessidade de chocar, eu não gosto de falar de sexo. Talvez pra demonstrar que não tenho preconceitos, eu seja muito desbocada pessoalmente. Mas há muito de "farol" nessa minha atitude. Tem coisas que não entram na minha cabeça, muito menos no lugar onde eu tomei ainda há pouco.
É... Sexo verbal não faz meu estilo. Mas como palavras são erros, melhor que se erre bastante até acertar e fazer a coisa direito. Porque não tem nada mais meia-boca do que uma transa mal-sucedida. É claro que vez ou outra dá pra rir quando se tem dúvidas (ou certezas) como a de que uma amiga estourou o tímpano porque deu o buraco da orelha. Mas fora isso, falar de sexo é meio constrangedor, na minha opinião.
E por falar nisso, eu tava me lembrando que achei que era pra contar como foi minha primeira transa. Achou que eu ia realmente dizer, né? Se fudeu!!!!:P
escrito por Raquel
, em
1:18 PM
Quinta-feira, Novembro 04, 2004
Ai, cacete, dia estréia pra mim aqui. Muito feliz por estar aqui, mas triste pela razão que me trouxe a substituir a Paulinha hoje. Mas, vamos arriando a 'caçolinha', que o assunto aqui hoje é sexo. Nada melhor pra começar.
Menino é criado pelo pai pra virar logo homem, comer mulher, ser um lascador. O pai fala de sexo, mostra revista de sacanagem, põe empregada gostosa em casa (aliás, eu comecei com uma dessas), leva o guri no puteiro. Menina é criada pra ser princesa, pudica, retraída, tapada. Os pais evitam o assunto sexo, sequer falam palavrão na frente da menina. Querem que a donzela seja sempre donzela... como se algum idiota fosse querer se casar com alguém sem saber como é sexo com ela, nos dias de hoje. Esse comportamento dos pais em relação aos filhos é cultural. Digo isso porque nas cidades da Amazônia as crianças conhecem sexo logo aos 10 anos. É comum ver grávidas de 11 anos nos postos médicos. É, igualmente, comum ver muitas crianças com doenças venérias. Algumas mães mandam as filhas pré-adolescentes aos puteiros pra ajudar no orçamento do lar. Não vêem sexo como um tabu.
Pensando bem, o que é sexo? É algo além da penetração de um membro masculino em uma cavidade feminina (falando de sexo entre casais heterossexuais)? Fisicamente, é apenas isso. É como se fosse enfiar o dedo no nariz do outro, a língua na boca do outro, é uma invasão consentida, digamos. Os atos pré-sexuais não são considerados sexo por muita gente que se acha virgem, mesmo já tendo feito sexo oral ativo e passivo. Só que a sociedade, principalmente a feminina, mistura sexo com sentimento. Algumas mulheres vivem à procura de um cara apaixonado pra se entregar a primeira vez... como se algum homem fosse se apaixonar sem dar uma metida. Eu, francamente, não gosto de sexo fácil... pior ainda, de sexo pago. Gosto de sexo com cumplicidade, envolvimento. Nenhuma relação já começa com esses sentimentos, mas o desejo e o respeito devem ser mútuos... assim o sexo se torna correspondido.
Pra mim, ainda posso afirmar que o melhor sexo que existe é o clandestino, o proibido. Comecei a namorar minha esposa aos 18 anos. Casei-me com 25. E tive filhos aos 27 e 29 anos. Tenho uma família linda. Voltei a ser feliz em casa. Mas, passei um período de anos em crise conjugal... e iniciei uma relação proibida. Vivi os 11 meses mais intensos da minha vida, no assunto sexo. Nesse tipo de relação, o homem se torna 100% homem e a mulher, 100% mulher. Por quê? Porque é proibido, e isso, por si só, já tem um sabor todo especial. Eles não compartilham problemas, não têm obrigações, só têm a eles mesmos nos momentos que conseguem se encontrar. Pra mim, essa é a definição de sexo perfeito. Por mais que me critiquem, só quem viveu o que eu vivi pode falar, com propriedade, a respeito.
Olha, se me derem ousadia, passo o dia todo aqui falando... digo, escrevendo. Até outra vez, gente. Espero que, na próxima, meu substituído tenha tido uma razão muito boa pra não poder postar.
Texto do colaborador Proibido.
escrito por Equipe Blog Temático
, em
8:52 AM
Quarta-feira, Novembro 03, 2004
Sábado à noite, nada a fazer, nenhum amigo disponível, resolvo sair sozinho. De vez em quando gosto de ser só eu e o mundo, e com a lua cheia e as luzes do Rio me iluminando, parto para a Lapa.
Lapa, bairro antigo da cidade maravilhosa, é um templo da mistura que faz do Rio o charme que é. Muitas pessoas diferentes, muitas tribos diferentes. Bares requintados, botequins mal conservados, e muita coisa legal e ilegal ocorrendo. No meio da rua, em um corredor de barraquinhas com bebidas de todos os tipos, compro a mais alcoólica e olho à minha volta.
Muitas mulheres lindas, umas mais alternativas, outras metidas a gostosas, mas vejo em todas elas um clima de noite, um clima de diversão.
Noto bem ao longe uma mulher. Uma mulher muito bonita, mas que me prendeu a atenção por outro motivo. Não sei bem o que era, talvez um ar misterioso, um charme escondido. O fato é que meus olhos não deixaram de seguí-la. Como que percebendo que eu a estava observando, ela vira seu rosto em minha direção, e sinto todo o poder que uma mulher tem. Sinto um arrepio percorrendo meu corpo. Um olhar, um sorriso, um andar que me prenderam de vez junto a ela. Como que provocando, ela foge, e me deixa com meu desejo mais aguçado do que nunca.
Apesar de a procurar, não a encontro mais. Resolvo esquecê-la. Esquecê-la não, isso não é possível, mas deixo a imagem dela guardada dentro de mim e parto para a diversão.
Subo as escadas para chegar ao segundo andar de um dos muitos casarões antigos que existem nas redondezas e foram transformados em verdadeiras danceterias. O que mais me agrada é o clima de liberdade e o alto astral que emana de todos. Como todo bom carioca, passo a agir como um tigre à procura da presa certa e dou uma volta pelo local.
Eis que de repente a vejo novamente. Linda, provocante e sensual. Dessa vez, não me resta dúvida. Aproximo-me dela e a encaro. Essa não é a melhor aproximação, mulheres fogem com uma atitude dessas, mas eu não posso evitar. E ela, surpreendendo-me, me encara, e continua dançando, quase que me convidando a dançar com ela. Eu me envolvo nesse ritmo sedutor e pouco a pouco me aproximo do ritmo dela, do corpo dela, e toco sua pele. Toco sua cintura. E um beijo acontece. Não é preciso nenhuma palavra. O beijo já diz tudo. Beijo com gosto de tesão, com gosto de sexo.
Após muitos minutos de beijos e carícias, não me resta outra escolha a não ser tirá-la de lá. Levo-a até um dos motéis que circulam todo o "complexo", estrategicamente alocados para o final perfeito de uma noite. Subimos no elevador trocando beijos e amassos, e não me deixa de passar pela cabeça que não sei o nome dela, nem sequer ouvi sua voz. É puro tesão, puro desejo. O ontem e o amanhã não importam pra nós dois nesse momento.
Entramos no quarto, e não acendemos a luz. Somente a penumbra da lua por entre a janela me deixa ver o contorno de seu corpo. Corpo perfeito, uma morena bronzeada, seios médios e firmes, e bumbuns lindos, redondos e empinados. Estamos ambos com a pele quente. A música toca num ritmo frenético, excitando ainda mais nosso corpo. Nossas roupas caem quase que instantaneamente. Uma confusão de mãos, de toques, de carícias.
Agora ela está de costas pra mim, estamos dançando juntos. Vocês sabem o que é dançar e tocar alguém ao mesmo tempo? Ela rebola, sua bunda roça em mim. Acaricio seus seios, beijo sua nuca, passo minhas mãos por todo o corpo dela. Vocês imaginam como estou excitado? Ao meu toque mais profundo e íntimo nela, sinto que ela treme, que o corpo dela fica mais quente! Os olhos vão fechando, o ritmo ficando lento, o corpo se entregando. A música, como que nos acompanhando, muda de ritmo, e passa a uma romântica e insinuante balada.
Eu a deito na cama, já entregue a mim, e beijo o corpo dela inteiro. Como é gostoso, como é gostosa! Meus lábios saem de sua boca, para seu pescoço, e chegam até seus seios. Seios devem ser tratados com carinho, os beijos devem ser tenros e macios, e assim eu os beijo. Continuo minha exploração, e chego na área mais doce que uma mulher possui. Minha língua trabalha freneticamente, seu corpo quer contorcer, mas a mantenho firme com minhas mãos, e dou a ela o máximo de prazer. Pela primeira vez ouço sua voz. Não chega a ser uma palavra, mas sim um gemido. Um gemido leve e bem delicado, o que me excita mais e mais.
Após algum tempo me dedicando a idolatrar seu corpo, finalmente me posiciono junto a ela para possuí-la por completo. Ela está outra mulher, delicada, feminina e entregue, bem diferente daquela que me encarou e me seduziu. Mas nem por isso deixo de estar gostando, Pelo contrário, aceito essa entrega e cuido para que ela tenha a melhor noite da sua vida.
O calor que meu membro sente ao penetrá-la é de tal intensidade que sinto como se estivesse pegando fogo. Os movimentos, cada vez mais rápidos e instintivos, fazem-na recobrar o olhar e os gestos desafiadores. Novamente ouço sua voz, seus gritos e gemidos. Nossos corpos estão em choque, em fagulhas, em brasa. O beijo é carnal, é desesperado, é como nenhum outro beijo. Sinto como se fôssemos somente um, como se fôssemos parte de algo religioso, divino, além do mundo e além do universo. Quase que como uma força inesgotável de energia e prazer.
Mas tudo tem um fim, e o fim, já completamente suados, extasiados, se deu entre gritos, movimentos, choques, liberdade e liberação. Sim, liberdade e liberação.
Novamente a beijo, agora de forma carinhosa. Olho-a de perto, observo cada detalhe de seu rosto e de seu corpo, e sinto que a vida mudou hoje. Sinto que a vida nos completa de várias formas, e que hoje estou completo de felicidade e satisfação. Pela primeira vez me sinto assim. E me pergunto que sentimento é esse...
Mas assim como ela apareceu, ela se foi. Não me disse quem era, e nunca mais tive notícias suas. Talvez tenha sido melhor assim. Manteve a magia de uma noite inesquecível...
- Eu sou a Vida. Sou feita de amor, de paixão e de prazer. Sem isso, me torno vazia e sem propósito. Nós confiamos um ao outro o que temos de mais íntimo e rico, e com isso, nós tivemos muito a ganhar. Ganhamos felicidade e esperança! Guarde esse momento contigo.
Busquem a felicidade e não percam a esperança. Nunca. Beijo a todos e paz no coração!
escrito por Renato
, em
10:38 AM
Terça-feira, Novembro 02, 2004
Sexo é bom e tudo mundo gosta, certo?
Pois bem, a Tati que não é diferente de nenhum ser humano normal também gosta, e muito. Mas o que afinal diferencia o homem da mulher no quesito sexo?
Após divagar por uma semana não tenho opinião formada.
Claro que estou loira, logo, mereço um digno desconto.
Muitos dizem que homens fazem sexo e mulheres fazem amor.
Balela.
Mulheres fazem sexo, mas preferem sexo com sentimento.
Faço crer que homens também preferem sexo com sentimento, sentimento de poder (sorry, mas não podia perder a piada).
O fato é que não conheço nenhum homem que tenha ficado mais de 2 meses sem sexo, ao passo que conheço várias mulheres que já ficaram mais de 2 anos. Engraçado isso não?
Então, após muito refletir cheguei a uma única conclusão.
Acho mais fácil (e mais gostoso, muito mais, diga-se de passagem) fazer sexo que falar sobre ele.
Você tem opinião formada?
Tem?
Não?
Então manifeste-se e vamos ver no que vai dar (com o perdão do trocadilho...rs).
texto de Tati tatuada.
escrito por Equipe Blog Temático
, em
12:00 AM
Segunda-feira, Novembro 01, 2004
Sexo não é um assunto tão fácil para se debater quanto imaginamos, ainda mais se tratando de sexo entre pessoas que contenham o vírus HIV. Pois é, esse tema, como é a questão da sexualidade para jovens que nasceram com tal vírus, me chamou muito a atenção ao ser mostrado num tele-jornal conhecido.
Aqui se encaixou uma interrogativa, o que nos leva a fazer sexo com uma pessoa? É óbvio que você deve ter pensado n motivos, mas pra nossa relação textual não ficar extensa vou enumerar apenas dois. Um dos grandes motores do sexo, e com certeza o mais lógico, é o desejo, fazemos sexo porque desejamos nos realizar, porque desejamos satisfazer uma necessidade biológica e porque desejamos obter prazer físico. Mas fica meio perdida a idéia de desejo quando este se choca com a segurança pessoal de cada um. É possível desejar alguém que você saiba ter AIDS? Acredito que o sexo embasado no desejo caia por terra quando este se choca com o risco a saúde física, ou porque não dizer o risco à vida.
E por isso que acho esse outro motivo para se fazer sexo mais triunfante, o amor, sim o AMOR, não é verdade que muitas vezes se faz sexo apenas por amor, mesmo não desejando sexo no momento o ser humano cede e ai a partir do amor passa a desejar sexualmente a pessoa com a qual está se envolvendo! Aqui eu posso ver que esses jovens soro-positivos tem onde fundamentar sua relação sexual, e talvez essa relação seja mais verdadeira do que das pessoas que não contenham o vírus. Porque há de se convir que aceitar envolver-se com uma pessoa com o vírus da AIDS não é uma decisão tomada por mero impulso e sim por uma série de sentimentos além de certa razão, pois por mais proteção que exista pra que tal relação ocorra, sempre haverá o risco de contaminação.
Se houvesse uma equivalência do sexo com o amor, onde as pessoas percebessem que um é intrínseco ao outro, talvez esses jovens soro-positivos tivessem mais chances de se relacionar e provavelmente até os casos de contaminação pelo vírus HIV seriam diminuídos.
Lane
escrito por Equipe Blog Temático
, em
6:10 PM
Domingo, Outubro 31, 2004
Desde pequena eu tentava descobrir o que tinha de tão curioso por trás da palavra sexo. Não conseguia me contentar com a idéia de que sexo era aquilo que aquele casal fazia em A Lagoa Azul. Nem gosto de me lembrar como fiquei empolgada quando lançaram De volta à Lagoa Azul. Fiquei na expectativa de que eles iriam mostrar algo mais relevante. Grande ilusão infantil!
Já beirando a adolescência, parte da minha curiosidade foi esclarecida num dia em que acordei bem no meio da noite e, ao ligar a televisão na TV Bandeirantes, estava passando Sexta Sexy e, sem querer, assisti uma parte de um filme pornô. Não me lembro exatamente da minha reação ao ter associado a palavra sexo, dita em um dos poucos diálogos do filme, com as cenas. Só sei que, a partir desse dia, sempre que o A Lagoa Azul era reprisado na Sessão da Tarde, eu criava um roteiro do filme na minha cabeça de uma forma muito mais movimentada, com sabor e diversas posições.
O contato mais próximo mesmo que eu tive com o sexo foi quando ouvi a explicação da minha mãe, após um questionamento feito por um dos meus irmãos. Para explicar o que é masturbação, a forma mais didática que ela encontrou foi: 'é muito parecida com aquela sensação gostosa que a menina sente quando está lavando a 'perereca' e o menino o 'pirú' debaixo do chuveiro'. E finalizou dizendo: 'tem gente que prefere fazer, ao invés de debaixo do chuveiro, na cama'.
Pensei comigo: 'Ahhh!!!!! É isso?? Isso eu já faço debaixo do chuveiro (é claro que não de forma aprimorada, mas dava uma 'onda'...), só não sabia que alguém tinha dado nome à prática! Mas, de qualquer forma, me ajudou muito a idéia da cama. E, como a minha mãe me explicou com a maior naturalidade, achei que não havia problema algum em continuar fazendo.
Enquanto não era apresentada ao sexo em si, antes dos 18 anos, eu fui enriquecendo o conhecimento sexual por meio de revistas, filmes, conversas com minha mãe e amigos. Com o tempo fui ficando íntima do assunto e passei a gostar de conversar sobre sexo com mais freqüência. Assim, vou conhecendo a intimidade das pessoas, casos, medos, fantasias e até piadas. Na última semana, por exemplo, estava conversando com uma amiga e perguntei em que ela geralmente pensa após fazer sexo. E ela me disse que fica se perguntando se depois de 'tudo aquilo que fez' Deus vai permitir que ela entre no céu.
Ah, pera lá. Se Deus fosse considerar que as últimas missas em que ela foi eram de sétimo dia de parentes, que às vezes ela bebe umas e outras e quase sempre cata uma grana do pai escondida, é bem possível que ela assim que morrer ganhe um par de chifres e vá se esquentar no inferno.... mas, dizer que por fazer sexo, ela está pecando, pera lá heim?
E não me venha com essa história de que está na Bíblia que fazer sexo só é permitido para procriação que comigo não cola! Ah, caramba!!! A gente já faz um esforço danado para cumprir pelo menos a metade dos dez mandamentos e ainda querem exigir que deixemos de fazer sexo? Essa idéia pode até ter funcionado lá nos anos a.C, mas, sem querer dar uma de moralista aqui, esse mundo está tão cruel que pecador deveria ser quem se arriscasse a dar à luz a uma criança por aqui.
Sexo não é religião, paradigma nem conceitos. Só posso dizer que é algo que pode ser feito tanto consigo quanto com outra e/ou outras pessoas. Mesmo que alguém tente explicar o sexo de forma didática, nunca será assimilado somente com a teoria. Precisa-se da prática.
escrito por Dani
, em
5:10 PM
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